Praia Grande conta com 31 unidades de Saúde da Família (Usafas) para atendimentos nos bairros (Vanessa Rodrigues/AT) Quem nunca escutou a frase “É melhor prevenir do que remediar”? Há quem não leve a afirmação a sério, porém existem evidências capazes de corroborar com essa teoria, seja no SUS ou nos planos de saúde. Na Baixada Santista, o destaque fica para Praia Grande, cidade referência quando se trata de Atenção Primária, que envolve ações individuais, familiares e coletivas. O município conta com 31 unidades de Saúde da Família (Usafas), que realizam atendimentos dentro dos bairros. O acompanhamento dos pacientes resulta na redução de procedimentos relacionados a urgência e emergência e também, mais complexos. Além disso, o município possui 11 Academias da Saúde, espaços onde as pessoas podem fazer atividades físicas gratuitas com acompanhamento médico profissional e um programa de Residência Médica nas Usafas. Mensalmente são realizados mais de 40 mil atendimentos como consultas, exames, diagnósticos e encaminhamentos para as especialidades médicas, trabalhos em grupo, pequenos procedimentos, entre outros. De acordo com o secretário de Saúde Pública de Praia Grande, José Isaías Costa Lima, a Prefeitura segue, criteriosamente, a Política Nacional da Atenção Básica, publicada em setembro de 2017. A portaria norteia todo o processo de execução das atividades das Usafas. “A gente trabalha a questão da territorialização, o mapeamento, o monitoramento dos casos de doenças crônicas. Apoiamos as famílias nas suas necessidades. Cada uma tem um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem, um agente com a unidade de saúde, um dentista e um auxiliar de consultoriedade, que a acompanha em sua integridade, desde o nascimento até a fase idosa, passando por todos os círculos da vida”, disse. Estrutura Os números municipais comprovam a atuação efetiva da administração municipal, que tem ampliado constantemente as equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) nas Usafas. Em 2012, eram 47. Em 2025, são mais de 100, superando os 100% de aumento. Na área da urgência e emergência, são três unidades (UPAs Quietude e Samambaia, além do PS Central). Soma-se a essa estrutura a retaguarda do hospital com o maior número de atendimentos do SUS em toda a Baixada Santista, o Irmã Dulce, com mais de 11 mil internações por ano. Praia Grande ainda possui diversas unidades do setor de especialidades médicas, como o Centro Especializado em Reabilitação (CER) e o Nefro PG, entre outros. “Estamos próximos de inaugurar a 12ª Academia da Saúde, que será anexada próximo à Usafa Riberópolis. Além disso, está em construção a nova Usafa no Forte, na região do Xixová, e uma nova estrutura na Usafa Aviação. O espaço contará com um centro de especialidade na saúde da mulher, com novos equipamentos e profissionais para atender as necessidades materna infantil”. O planejamento envolve ainda um novo prédio, em obras, para o desenvolvimento das ações de nefrologia. Atualmente, o Nefro PG, que fica na Costa e Silva, será alocado em outro prédio, ampliando a capacidade de atendimento de 30 cadeiras de hemodiálise para 50 cadeiras. Também faz parte das novidades o uso da tecnologia. De acordo com o secretário, há uma ordem de serviço para investir na telessaúde, na telemedicina e no atendimento usando ferramentas e aplicativos. “Já estamos desenvolvendo estratégias para ofertar uma facilidade na comunicação, melhorando o tempo-resposta, e favorecendo o agendamento dos serviços”, finalizou Lima. Atendimento Na rede de urgência, emergência e atenção hospitalar, Praia Grande conta com o Samu. São duas unidades avançadas e quatro bases, que ficam estrategicamente localizadas para pensar cada vez mais em reduzir o tempo de resposta, otimizando intervenções, diminuindo os agravos e cuidando precocemente das pessoas. Há, ainda, três unidades de Pronto Atendimento, o Pronto-Socorro Central que fica na região da Guilhermina, o Pronto Atendimento do Quietude e a UPA Samambaia.