[[legacy_image_295102]] Uma moradora do Bairro Esmeralda, em Praia Grande, denunciou demora no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na madrugada desta quarta-feira (6). (Veja o vídeo mais abaixo) Vanderléa Matos da Costa Santos, de 43 anos, relata ter chamado o Samu pela primeira vez à 1h20 para atender seu marido, com dor na coluna e sem conseguir se mexer. “Ele não aguentava que ninguém tocasse nele (...). Tive que chamar a ambulância.” Depois de meia hora, a equipe ainda não tinha chegado. Ela tornou a ligar e foi informada de que as ambulâncias estavam em ocorrências. “Passou mais de uma hora quando tornei a ligar novamente e fui, mais uma vez, informada de que estavam em ocorrência. Então, peguei o carro e fui até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Samambaia, e me deparei com três ambulâncias esperando serem liberadas para socorro.” A munícipe gravou um vídeo. De acordo com ela, a atendente da emergência só dizia que ela precisaria telefonar novamente, pois não poderia ajudá-la. “Liguei para a central e relatei o que estava vendo.” A ambulância chegou às 3h30 e levou o homem à Casa de Saúde, onde foi atendido. Vanderléa destaca que, em uma das vezes que ligou para o telefone 192, do Samu, foi orientada a telefonar para uma central na Cidade, mas que cobre Santos, Guarujá e Bertioga. A Reportagem confirmou o fato chamando o número. PrefeituraEm nota, a Prefeitura informa que a Central Telefônica da Central de Regulação do Samu é regional, fica em Itanhaém e é gerenciada pelo Ministério da Saúde. O Município também diz que Praia Grande tem, de forma proporcional, a maior frota do Samu na Baixada Santista, com 11 veículos. Em agosto, foi inaugurada a quarta base descentralizada do Samu, no Bairro Maracanã, que se soma às dos bairros Boqueirão, Quietude e Samambaia. A Administração alega que as ambulâncias filmadas pela moradora eram de reserva técnica. Mas “não houve desassistência por parte de Praia Grande. Todas as equipes de plantão do Município estavam aptas e de prontidão para os atendimentos”. A Prefeitura afirma que o tempo de resposta será reduzido caso haja uma Central de Regulação do Samu na Cidade, o que foi pedido ao Ministério da Saúde.