Motorista disse ter perdido controle da direção; vítima não resistiu em Praia Grande (Reprodução) A morte por atropelamento de Vagner Luís Fernando, funcionário da Secretaria de Serviços Urbanos de Praia Grande, na quarta-feira (14), causou comoção e questionamentos sobre a segurança na Avenida Ayrton Senna da Silva, no trecho da descida da Ponte Esmeraldo Tarquínio (do Mar Pequeno), na entrada da cidade da Baixada Santista, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O trabalhador, de 53 anos, foi atingido durante serviço de manutenção no canteiro central da via, por volta das 8h30 de quarta. Uma câmera de monitoramento registrou o momento do acidente. Fernando foi arremessado para o meio da pista sentido São Vicente. Outros funcionários da Prefeitura, também no local, por pouco também não foram atropelados. Sem resposta O Município disse ter enviado um ofício, no ano passado, à Agência de Transporte do Estado (Artesp) para pedir a readequação e a instalação de sinalização viária antes do local do acidente. Seria na parte sob jurisdição da concessionária Ecovias Imigrantes, na divisa com São Vicente, a fim de reduzir a velocidade na descida da Ponte do Mar Pequeno. A Administração sugeriu instalar linhas de estímulo à redução de velocidade ou sonorizadores porque veículos descem da ponte em alta velocidade e, na curva próxima ao Viaduto do Sol, podem colidir nos postes de iluminação. A Prefeitura declarou que o documento não teve resposta. A Artesp informou que a sinalização do trecho concedido segue padrões e que suas condições são fiscalizadas rotineiramente. A Ecovias disse que a área do acidente não é de sua responsabilidade e, nos trechos dos quais cuida, sinalizam-se as obras. Outro óbito No mesmo dia do acidente em Praia Grande, uma mulher de 52 anos foi morta por atropelamento no Km 273 da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, sentido São Paulo, na altura de Cubatão. O motorista deixou o local, mas se apresentou no 3º Distrito Policial a seguir e alegou não ter tido tempo de desviar da vítima. Ele não estava embriagado. Sob investigação O acidente é investigado pela Polícia Civil. Conforme boletim de ocorrência, o motorista disse que trafegava a cerca de 60 km/h no momento do acidente. Declarou que não havia ingerido bebida alcoólica, o que foi constatado em teste de etilômetro. O condutor também afirmou ter sentido um “tranco” no fundo do carro e percebido o veículo inclinando para a esquerda. Por isso, perdeu o controle da direção.