Caso de Luciano Ferreira, eletricista e técnico de ar-condicionado, vem se arrastando sem solução (Arquivo Pessoal) O técnico de ar-condicionado Luciano Ferreira, que convive há tempos com um lipoma na perna direita, hoje comparável, segundo ele, a um melão, foi da esperança à frustração recentemente. A sonhada cirurgia, que resolveria o problema, foi marcada para a última terça (9) e desmarcada. Em troca, nova bateria de exames e uma biópsia para verificar a existência de um possível tumor. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Nossa indignação, vamos colocar assim, é a demora para fazerem tudo: pedirem exames, marcar consulta, realizar essa biópsia...Quando a gente pensa que a 'coisa vai', ela não anda. Já fui informado que eu vou refazer uma bateria de exames. É complicado, é frustrante”, afirma. A Tribuna mostrou o caso de Ferreira em março deste ano Na ocasião, o tumor tinha o tamanho de uma manga (13xm x 12 cm x 19 cm) e o morador de Praia Grande já encarava um desafio de lidar com o problema, enquanto esperava por uma data para a cirurgia. O calendário seguiu seu curso e, às voltas com a dificuldade imposta por sua condição, enfim chegou o mês de julho. Mas nada de cirurgia. Pior: por uma questão burocrática, segundo ouviu. “Eu tinha uma consulta para levar os exames, de onde, teoricamente eu sairia com a data da cirurgia e o agendamento para entrevista com anestesista. Quando a gente chegou, teve a triste notícia de que elas não poderiam agendar a cirurgia, segundo a médica disse que por “questões contratuais, burocráticas e políticas”. Foram os termos que ela usou. Isso me deixou indignado”, conta. Esperança renovada x frustração A situação de Luciano fez a esposa postar um vídeo, que viralizou nas redes sociais. Imediatamente, ele foi procurado por políticos que se dispuseram a ajudar. Foi quando ouviu de um vereador, em conversa com o subsecretário de saúde, de que não havia contrato com a Santa Casa de Santos. Mas, dois dias depois, ouviu que deveria comparecer ao hospital santista. Era a chance esperada – que virou tristeza. “Para mim, era a cirurgia. Na última segunda (8), tinha que estar lá às 8 horas, e o procedimento estava marcado para as 11 horas. Cinco minutos antes, os médicos entraram e me falaram que seria uma biópsia apenas, para saber o tipo de tumor, se o benigno não havia mudado para maligno. “Entendo que querem fazer da melhor forma possível. Mas por que não fizeram antes?”, indaga. Enquanto isso, Luciano Ferreira segue seu calvário. O lipoma cresceu, traz mais dor e incômodo na locomoção. “Me atrapalha muito”, resume. Outro lado Em nota, a Santa Casa de Santos, informa que “o referido paciente retornou no dia 05/07, sexta-feira, com o resultado da Ressonância Nuclear Magnética, que não definiu se o caso era um lipoma ou outros tipos de tumores, inclusive alguns que possam ter uma linhagem maligna, o que muda toda a estratégia de tratamento”. “No dia 08/07, segunda-feira, o paciente foi submetido a uma cirurgia para retirada de material, que foi encaminhado ao laboratório para realizar biópsia. O agendamento de retorno se dará após a biópsia, uma vez que é necessário o resultado para propor o melhor tratamento para o caso”, complementa o hospital. A Prefeitura de Praia Grande também foi procurada pela Reportagem, mas não houve resposta até a publicação desta matéria.