(Alexsander Ferraz/AT) Lissandro Silva Florêncio é advogado, tem 50 anos, é casado e tem duas filhas. Natural de Paraguaçu Paulista (SP), é morador de Praia Grande há 26 anos. Por que o sr. quer ser prefeito? Nossa Cidade precisa de mudança, é carente de lideranças. Temos um grupo político há mais de 30 anos no poder. Nas últimas eleições, 84 mil pessoas disseram não a esse grupo político e para a outra corrente que estava surgindo. A direita na Cidade precisava ter uma liderança, recebi o convite e decidi aceitar esse desafio. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Quais as suas propostas para a Saúde? Queremos informatizar a saúde, para que todas as UPAs (unidades de Pronto Atendimento) da Cidade conversem e que todos os pacientes tenham prontuário que possa ser acessado por qualquer médico da rede municipal. Precisamos ter profissionais específicos para cada área e uma farmácia 24 horas. A telemedicina também deve estar presente. Defendemos a criação de um CER (centro especializado em reabilitação) e um PS (pronto-socorro) infantil. Nós precisamos trazer o hemocentro, aumentar o número de leitos para quem faz hemodiálise e levantamos a bandeira para a criação do Hospital Regional do Câncer. E para a educação? Minha principal bandeira é a educação em tempo integral. Também temos a proposta de três deputados estaduais que vão nos ajudar na implementação de três escolas cívico-militares na nossa cidade. Queremos parcerias com empresas de tecnologia para que se instalem na nossa Cidade com projetos para que desenvolvamos juntos mão de obra. E quanto à habitação? Há muitas pessoas morando em áreas invadidas, e precisamos tratar essa questão com carinho e atenção. Trabalharemos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal para a implantação de projetos habitacionais. Que pretende em relação à mobilidade urbana? Quero mostrar ao Governo do Estado a necessidade de levar o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) à Praia Grande. Da Vila Ema, em São Vicente, onde o veículo deve chegar, até o Terminal Tatico, há cerca de cinco a sete quilômetros. Já existe um grande trecho dali em que a linha férrea já está passada, então não há desafio com aquele custo elevadíssimo de desapropriação. Além do VLT, o BRT (transporte rápido por ônibus) vindo do Litoral Sul e ligado ao Terminal Tatico é importante. Como pretende fomentar a geração de emprego e renda? O turismo é uma área que utiliza muita mão de obra, então vamos fomentar o turismo na nossa Cidade e incentivar a geração de empregos. Vamos fazer o maior programa de requalificação de mão de obra da história da nossa Cidade, no qual vamos levantar junto a empresários quais são as áreas carentes que precisam de desenvolvimento de mão de obra e oferecer cursos de requali-ficação. As pessoas que estiverem participando desse programa não pagarão transporte público. Também precisamos pensar a nível metropolitano, porque a região portuária de Santos precisa de trabalhadores e nós podemos destinar essa mão de obra que poderia ser destinada para lá. O sr. mencionou o turismo como fonte de geração de emprego e renda. O que planeja fazer para desenvolvê-lo em Praia Grande? Praia Grande é o quinto maior destino turístico do País, o primeiro de São Paulo, e a Cidade só tem praia. Precisamos criar calendários gastronômicos, de atividades esportivas e culturais. Precisamos criar ícones no Município. Defendo a criação de um teleférico entre a região do Portinho e a Marechal Mallet e pretendo fomentar o ecoturismo em um passeio que saia do Portinho e vá margeando os canais que temos. Quais os projetos do sr. para a segurança pública? Vamos valorizar a Guarda Civil Municipal (GCM), colocar em funcionamento um plano de carreira. Além disso, com a escola em tempo integral, você está tirando o menor da rua, então eles vão parar de delinquir. Como enxerga a questão do esporte na Cidade? Com a escola em tempo integral, o esporte vai ser praticado diariamente pelos estudantes na parte da tarde, após o período de estudos. No contraturno, os estudantes vão estar fazendo uma atividade lúdica, seja esportiva, artística ou intelectual. Outra proposta é a criação das olimpíadas escolares, com a participação de todas as escolas municipais. E a cultura? Nossa ideia é criar um calendário cultural, capacitando as mais de 1,8 mil organizações sociais que temos na Cidade para que essas instituições desenvolvam polos cultwurais em cada um dos locais onde têm influência. Anualmente, realizaremos um grande evento onde essas organizações se apresentarão. De tempos em tempos, elas também farão apresentações nos bairros, fazendo um intercâmbio cultural entre os polos. E para o meio ambiente? Nós já temos uma guarda ambiental, mas queremos fazer com que ela tenha acesso a mecanismos de prevenção de invasão e atue de forma efetiva no cuidado com o meio ambiente. Praia Grande tem projetos de contenção de resíduos jogados nos canais, por exemplo. Precisamos fazer essas ecobarreiras, desenvolver esses projetos e ONGs que lidam com o meio ambiente. Também precisamos incentivar que os estudantes tenham acesso ao conhecimento dos malefícios de estar contaminando o meio ambiente. Que políticas tem para população em situação de rua? Temos de fazer estudo e triagem dessas pessoas. Quem quiser e precisar do tratamento será internado. Vamos gerenciar e cuidar dessas pessoas. Por exemplo, moradores de rua têm pets e, na nossa Cidade, esse pet hoje não pode ir para o abrigo. Precisamos das organizações sociais para acolher esse morador e ter um local onde seja possível acolher o pet dele. Depois, é preciso entrar com o tratamento psicológico e psiquiátrico e acompanhar essa pessoa, oferecendo pós-tratamento. A pessoa precisa ser acolhida em algum meio social e, em parceria com os empresários da cidade, conseguir um trabalho. O que o sr. pensa para a inclusão de pessoas com deficiência? Instalaremos semáforos sonoros, piso tátil, que não temos em vários locais, facilitaremos o acesso à praia para os deficientes visuais e cadeirantes. Em relação à comunidade neurodivergente, hoje temos mais de 5 mil crianças que ainda não são laudadas na nossa cidade. Vamos criar um CER infantil, um pronto-socorro infantil e um hospital infantil. Como o sr. pretende gerir o orçamento da Cidade? O que a gente pretende implantar é a austeridade fiscal. Precisamos sanar as finanças públicas e entender, efetivamente, para onde está indo o dinheiro da nossa Cidade. Hoje, a saúde pública de Praia Grande gasta em torno de R\$ 240 milhões e ainda faltam remédios. Isso porque a saúde é quarteirizada. Precisamos rever esses contratos e a locação dos próprios públicos. Precisamos entender as realidades de cada setor do Município, cortar custos que entendemos como supérfluos e investir em áreas como educação e saúde. Como pretende atuar com as outras prefeituras da Baixada? Temos que pensar em Praia Grande como pertencente a uma região metropolitana. Precisamos entender como cada cidade poderia agregar ao Porto de Santos para que ele se tornasse cada vez mais eficiente. Temos que imaginar como poderíamos estar ajudando Cubatão a retomar as atividades da Usiminas. Nós temos cinco deputados estaduais e quatro federais. Poderíamos estar dialogando com esses deputados e ganhando força.