[[legacy_image_290797]] Arthur Blanco de Oliveira tem apenas 4 anos, mas tem muito o que contar. O pequeno praiagrandense começou a andar com apenas 10 meses, com 1 ano já sabia o alfabeto e os números e aos 3 anos os pais contaram que ele já conseguia ler. Em outubro do ano passado, veio a descoberta: após avaliação, foi constatado que o garoto possui QI (quociente de inteligência) de 139, considerado muito acima da média. Apesar da pouca idade, ele tem o raciocínio equivalente ao de uma criança de 8 anos. (Assista ao vídeo abaixo). Com o resultado do teste, Arthur foi aceito em duas organizações internacionais voltadas a pessoas com QI alto: a Mensa Brasil e a Intertel. “Essas duas associações reúnem as pessoas superdotadas no mundo todo e fazem reuniões. A Mensa, por exemplo, tem o centro de jovens brilhantes, específico para crianças, com encontros, passeios, além da valorização da capacidade da pessoa”, explica o pai do garoto, Leandro Silva de Oliveira. Em novembro de 2022, mais surpresas. Com o início da Copa do Mundo, o pequeno Arthur sabia os jogadores e as seleções que disputaram o Mundial no Catar. “Ele começou a falar logo, em seguida já sabia identificar as letras e de repente já estava lendo e não parou mais, isso com 3 anos. Como ele é nosso primeiro filho, não tínhamos uma referência, então para a gente era normal”, conta a mãe Vanessa Maria Pereira Blanco. [[legacy_image_290798]] Segundo o pai, de início o filho não gostava de assistir aos jogos de futebol, mas foi só até aprender a ler. “E não é apenas gostar do jogo, ele gosta das informações. Como hoje que é possível pausar os jogos, toda partida eu tenho que parar porque ele precisa ver a escalação, o banco de reservas, então demora uma meia hora até começarmos a assistir ao jogo”. Vanessa e Leandro só perceberam que a facilidade do filho não era normal quando ele começou a frequentar a escola, no ano passado. “Como ele é nosso primeiro filho e logo que completou 1 ano veio a pandemia, não tínhamos uma referência do que era normal. Na escola, a psicopedagoga da unidade nos orientou a procurar um especialista para avaliar a condição dele e foi quando descobrimos esse QI. No começo ficamos assustados, é uma mistura de felicidade com um pouco de medo”, disse a mãe. Logo que foi constatada a alta habilidade do menino, Leandro conta que toda a família passou a receber acompanhamento psicológico, porque isso pode causar problemas sociais no futuro, como ansiedade e frustrações. “É preciso haver uma sincronia. Por um lado, ele tem uma habilidade muito grande, com cognitivo muito acelerado, mas o emocional é de uma criança da idade dele. Precisamos ter todo esse acompanhamento para ele ser uma criança saudável”. Acompanhamento psicológicoSegundo o psicólogo e professor da Unimes, Beethoven Hortêncio, a superdotação é uma alta habilidade que em determinado período, como na infância, faz com que as crianças estejam mais avançadas em relação ao que se espera naquela idade. “Isso acaba chamando a atenção. Uma criança que aprende a ler sozinha ou consegue resolver problemas matemáticos que ainda não aprendeu acaba causando um estranhamento nos demais, por isso deve ser acompanhada, para que sua habilidade não gere dificuldades na socialização”. Sobre a socialização, aliás, Beethoven faz um alerta. “A socialização é muito importante no desenvolvimento da criança com alta habilidade. Isso, às vezes. é deixado de lado, mas isso no futuro pode acarretar problemas como depressão, ansiedade e traumas. A alta habilidade é uma coisa boa, mas exige acompanhamento”. [[legacy_image_290799]]