Foi possível observar as bolachas-do-mar na faixa de areia, próximas ao mar, durante um período de maré baixa (Reprodução/Redes Sociais) Uma grande quantidade de bolachas-do-mar chamou a atenção de pessoas que passavam pela faixa de areia em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta semana, é possível observar diversas bolachas na faixa de areia, próximas ao mar, durante um período de maré baixa. A Tribuna conversou com um biólogo para entender o fenômeno. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! No vídeo, o internauta mostra a situação com curiosidade. “A maré baixou tanto, e então podemos ver muitos buraquinhos, mas o que será isso?”, questionou. É possível observar diversos buracos na faixa de areia e, ao tirar a areia do local, o homem mostra uma das várias bolachas-do-mar presentes na praia. Espécie Também conhecidas como bolachas-da-praia, esses animais pertencem ao grupo dos equinodermos, o mesmo das estrelas do mar e dos ouriços. Elas têm o formato achatado, o que possibilita que vivam enterradas cerca de dois centímetros abaixo do substrato marinho. Elas se locomovem através de estruturas chamadas de pés ambulacrais, que margeiam a região ventral. A espécie não representa nenhum risco aos banhistas. O indicado pelos biólogos é deixá-las enterradas no local e, assim que a maré voltar a subir, elas devem retornar para o mar naturalmente. Por que isso ocorre? O biólogo Rafael dos Santos, do AcquaFoz, explicou o fenômeno. “Devido à dinâmica das praias da região, que possuem areia mais fina, o local se torna propício ao desenvolvimento desses animais, que buscam a matéria orgânica incorporada na areia para sua alimentação”, informou. Outros fatores influenciam a ocorrência desse caso, como as marés, as fases da lua e as chuvas, possibilitando que apareçam em maior número e sejam observadas pelos banhistas.