O incidente aconteceu na unidade do Atacadão da Avenida Presidente Kennedy, em Praia Grande (Divulgação) Duas semanas após permanecer por mais de duas horas retida no Atacadão da Avenida Presidente Kennedy, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, por causa de uma falha no pagamento de compra via Pix, a dona de casa Amanda de Sousa Gomes, de 39 anos, afirma que o valor de R\$ 186,01 ainda não foi estornado para sua conta bancária. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na ocasião, funcionários do Atacadão informaram que, como a transação havia ficado pendente no sistema, o dinheiro seria devolvido automaticamente e a cliente deveria deixar as mercadorias no supermercado até que o estorno fosse concluído. No entanto, segundo Amanda, a devolução do Pix ainda não ocorreu. Em entrevista para A Tribuna, Amanda também esclareceu outro ponto do caso. Diferentemente da versão divulgada inicialmente pelo Atacadão, ela afirma que não deixou o local sozinha com as compras. Segundo a dona de casa, ela conseguiu ir embora apenas com a ajuda do pai dela, dos dois filhos, ambos diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e de um amigo, que a auxiliaram a deixar o estabelecimento de Praia Grande após o longo impasse. "Até hoje o dinheiro não voltou para minha conta. Disseram que o estorno seria automático, mas isso nunca aconteceu", afirma Amanda. Já faz duas semanas que tudo aconteceu O episódio ocorreu no último dia 13, quando Amanda realizou uma compra de R\$ 186,01 e a pagou via Pix. Embora o valor tenha sido debitado na conta da dona de casa, uma instabilidade no sistema impediu a confirmação do pagamento no caixa do Atacadão de Praia Grande. Segundo Amanda, ela apresentou o comprovante bancário, mas foi orientada a realizar um novo pagamento ou conseguir dinheiro emprestado para quitar novamente a compra. A dona de casa recusou a proposta dos funcionários do Atacadão de Praia Grande, alegando que não pagaria duas vezes pelo mesmo valor. Após mais de duas horas de espera, Amanda deixou o supermercado com os produtos - com a situação, os dois filhos, que têm TEA e a acompanhavam no Atacadão, tiveram crise dentro do estabelecimento. A dona de casa registrou boletim de ocorrência e pretende ingressar com uma ação judicial para pedir reparação pelos danos que afirma ter sofrido. Posicionamento Em nova nota enviada para A Tribuna, o Atacadão esclareceu que, "na noite de 13 de julho, a cliente foi prontamente atendida e direcionada a um caixa de atendimento ágil na unidade. No momento do pagamento, uma instabilidade sistêmica nacional no serviço de Pix deixou a transação pendente e impediu a conclusão da compra. A equipe da loja explicou a falha no sistema e informou que o estorno seria realizado automaticamente. Mesmo assim, a cliente acionou a Polícia Militar e deixou o local com as mercadorias antes da chegada da viatura. A gerência da unidade recebeu os policiais e prestou todos os esclarecimentos sobre os fatos". Ainda segundo a empresa, "a rede lamenta o transtorno causado pela indisponibilidade no sistema de pagamentos e reforça seu compromisso com o respeito ao consumidor e a transparência".