[[legacy_image_47367]] Depois de visitar a aldeia Paranapuã, em São Vicente, e ver a realidade dos índios que vivem ali, Gabriel José da Silva Lemos, de 20 anos, passou a recolher doações para comunidades indígenas da região. O jovem, morador de Praia Grande e diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) aos 5 anos de idade, se sensibilizou na primeira vez em que visitou uma aldeia, aos 13 anos de idade. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! “Fui com uma ONG em 2012, na época da Páscoa, para levar chocolate. Me deparei com uma criança que me falou que não queria chocolate, mas comida. Pedi aos responsáveis para ver a situação da casa dela e vi que eles passavam necessidades. Então, comprei alguns itens e decidi começar a arrecadar alimentos para as comunidades”, relata. Lemos conta que passou alguns dias na aldeia Tekoa Porá, em Peruíbe: “Comi como eles, dormi como eles, realmente vivi do jeito e na realidade que eles vivem”. Segundo eles, os itens mais necessários são, além de alimentos, álcool em gel, máscaras, produtos de limpeza, roupas, material escolar, brinquedos e cobertores. “Sempre falo para as pessoas que elas precisam ir ao local para sentir. Sinto uma gratidão imensa. A receptividade por lá é enorme, todos os que visitam as aldeias são tratados muito bem, independentemente de levar doações”, diz. A Baixada tem aldeias em São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe e Bertioga. AÇÃO CONJUNTA No dia 29, sábado próximo, haverá uma ação conjunta com o Jardim Santista para arrecadar doações. O local é um espaço aberto para soltar cães para brincar. Os tutores que levarem animais com um quilo de alimento não perecível terão desconto na recreação. Desde que começou arrecadações, Gabriel Lemos já promoveu festas de Natal, Páscoa, cafés da manhã e aniversários nas aldeias. Ele conta que além de levar as doações itens como alimentos e roupas, sonha com projetos mais ousados para as aldeias, como abrir uma unidade de saúde e levar água potável a uma comunidade indígena de Peruíbe. Interessados em colaborar podem contatar Lemos pelo telefone (13) 99113-7606.