Reinaugurado no semestre passado, prédio do Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande ainda funciona de forma incompleta (Alexsander Ferraz/ AT) Reinaugurado no semestre passado, após cerca de um ano de reforma, o Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande, no litoral de São Paulo, ainda funciona de forma incompleta: não se fazem exames de necropsia. A situação se evidenciou na alta temporada, em janeiro, após mortes por afogamento na cidade da Baixada Santista e em praias do Litoral Sul — só há necropsias em Santos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Secretaria Estadual de Segurança Pública não informa por que o serviço está indisponível no IML de Praia Grande. Há, apenas, exames clínicos e de corpo de delito, com operação 24 horas. Com isso, parentes de vítimas de ocorrências em Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe têm dificuldade para ir ao IML de Santos, no Estuário. Principalmente se dependem de transporte público, pois a viagem leva mais de uma hora. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Santos e Região (Sinpolsan), Renato Martins, afirma que os IMLs da Baixada Santista estão sem estrutura adequada. “Não tem câmara de refrigeração em Praia Grande para fazer a necropsia. Em Santos, os corpos ficam em temperatura ambiente, causando um mau cheiro que traz prejuízos para as pessoas que moram próximo ao local”, ressalta Martins. O dirigente sindical também alega ter havido cortes orçamentários por parte do Estado, o que leva a um déficit de 15 mil policiais civis em todo o Estado e a reflexo no trabalho de períícia. A Secretaria Estadual de Segurança Pública diz ter feito investimentos desde 2023, com a formação de 532 policiais civis, entre os quais 292 médicos-legistas.