Pintor geralmente saía para comprar maços de cigarro, mas família alega que seu maço ainda estava cheio em casa (Arquivo pessoal) Um pintor, de 78 anos, foi atropelado e morreu após sair de casa sem documentos no bairro Ribeirópolis, em Praia Grande. Otávio Araújo estava no início do quadro de Alzheimer e deixou sua residência, na Avenida Rocha Pombo, na quinta-feira (15), por volta das 14h. A família achou que ele estava desaparecido. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a neta, Ana Maria Vitória dos Santos, de 21 anos, o Instituto Médico Legal (IML) de Santos informou que o avô foi atropelado na Rua Padre Manoel da Nóbrega, no bairro Aviação, no mesmo dia em que saiu de casa, por volta das 20h40. "Entrei em contato com eles na segunda-feira (19), porém falaram para aguardar o resultado da perícia. Hoje (21), entraram em contato confirmando o falecimento. Meu avô foi encontrado sem RG e morreu de traumatismo craniano". Desaparecido? A família de Otávio começou a espalhar cartazes e a fazer publicações nas redes sociais sobre o paradeiro do idoso, que tomava remédios para o coração e estava sem agasalho. Eles registraram um boletim de ocorrência de desaparecimento 48 horas após o pintor sair de casa, na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande, no sábado (17). A família pretendia levar o idoso ao neurologista para tratar os indícios de Alzheimer. "Geralmente, ele ficava saindo para comprar cigarro, mas naquele dia não voltou. Sem falar que o maço ainda estava cheio", relata a neta. Ainda de acordo com Ana, os últimos dias estavam sendo de felicidade para Otávio. "Estou me formando em Pedagogia e ele pediu para que pudéssemos ensiná-lo, pois não sabia ler e escrever. Compramos até uma lousa pra ele e o material", comenta. A reportagem de A Tribuna entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e com o IML, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.