[[legacy_image_337330]] A mudança para um apartamento em um edifício considerado de alto padrão no Ocian, em Praia Grande, tornou-se uma dor de cabeça para o aposentado Carlos Tadeu de Sá, de 66 anos. O imóvel começou a apresentar problemas estruturais três meses após ele e sua família o ocuparem, em 2018. Sem solução dos problemas, Carlos teve de ser transferido para outros locais e, desde 2020, não vive no apartamento que comprou, pois, desde essa época, está interditado. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “Estou nos meus limites em todos os sentidos: físico, mental e espiritual”, diz o idoso, que apelou à Justiça contra a construtora: a JR, mesma responsável pelo condomínio na Aviação que está interditado. O aposentado conta que, três meses após ele, a mulher e os filhos terem se mudado, problemas surgiram, como bolor nas paredes e piso e revestimento trincados. Meses após os reparos, os problemas voltaram. Foi preciso desmontar a mobília para os consertos. Enquanto isso, surgiram vazamentos em paredes e tetos do apartamento, e os móveis, removidos, se estragaram. E o imóvel para o qual foram transferidos não atende as necessidades de locomoção dele — que é diabético e teve os dedos dos pés amputados — e da mulher, com baixa visão em decorrência de uma doença degenerativa. No processo, aberto em 2022, o aposentado tem como representante o advogado Felipe Alejandro Vieira do Nascimento. A indenização poderá superar R\$ 1,5 milhão. “Evidentemente, o senhor Carlos não se sente seguro em retornar ao apartamento”, diz o advogado, afirmando que a empresa não fixou um prazo para a conclusão das reformas. Outro ladoEm nota, a JR Construtora, responsável pelo residencial, afirmou que o apartamento está liberado para utilização. Conforme a empresa, melhoras foram realizadas a pedido do proprietário e as obras foram concluídas. A JR Construtora acrescentou que as partes aguardam, apenas, o desfecho da ação judicial.