O Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, recebeu certificado de excelência pelo trabalho de captação de órgãos e tecidos (Alexsander Ferraz/ AT) O trabalho de captação de órgãos e tecidos no Complexo Hospitalar Irmã Dulce, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, vem registrando crescimento e ajudando a salvar vidas. Até o início de setembro, foram contabilizados 16 doadores viáveis. O número supera a marca de 2025 inteiro, quando houve 15 doadores. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O hospital cuida do potencial doador e faz o contato com os responsáveis pela captação para o transplante. Para conduzir esse trabalho, o Irmã Dulce possui uma equipe especializada, composta por enfermeiros, médicos, psicólogo, assistente social e fisioterapeuta. O coordenador da Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes do Irmã Dulce, Luiz Henrique Pereira, explica que as doações de órgãos acontecem em casos de morte encefálica, quando há perda completa e irreversível das funções cerebrais. Para a doação de órgãos, é necessário que a família da pessoa autorize o procedimento, conforme estabelecido por lei. De acordo com Pereira, houve uma série de órgãos doados com o trabalho realizado no Irmã Dulce neste ano, como rins, fígado, coração, pulmão, pâncreas e córnea. “A doação de órgãos acontece pela lista do Sistema Único de Saúde (SUS), então qualquer pessoa, independente da região do Estado, pode receber um órgão do Hospital Irmã Dulce”, citou o coordenador. Ele ressaltou que a lista do SUS é transparente, sem possibilidade de favorecimento. A seleção de quem recebe o órgão acontece pela gravidade do caso e as características físicas do doador. Prêmio Por conta do trabalho na área, o Complexo Irmã Dulce recebeu um certificado de excelência. A premiação foi entregue na semana passada, em São Paulo, no 5º Encontro Estadual das Equipes Hospitalares de Doação para Transplantes do Estado. A atividade faz alusão ao Setembro Verde, mês de conscientização sobre a doação de órgãos.