José Miguel quebrou o ovo em uma tigela e o deixou cozinhar com o calor do sol durante os últimos dias de temperaturas extremas que atingiram a Baixada Santista (Reprodução/Redes Sociais) O dono de um trailer, Fagner Paz, de 40 anos, e seu funcionário, José Miguel, de 18 anos, realizaram uma experiência ao fritar um ovo no calor da praia, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Os homens publicaram o vídeo em suas redes sociais. (veja vídeo mais abaixo) O teste foi feito pelo dono do trailer, que fica na praia, na faixa de areia. José Miguel quebrou o ovo em uma tigela e o deixou cozinhar apenas com o calor do sol por alguns minutos durante os últimos dias de temperaturas extremas que atingiram a Baixada Santista. No vídeo, é possível escutar o barulho do ovo fritando ao ser quebrado na tigela de alumínio que ficou aquecendo cerca de trinta minutos no sol. Fagner revela, "Praia Grande está louco. Dá para fritar ovo, meu parceiro. Olha, já fez 'tzzz’. Fritando o ovo, filho, na areia da praia”, revelou o homem surpreso. Fagner e José Miguel chegam a colocar sal no ovo, que, naquele momento, estava completamente frito. -video facebook (1.448812) Por que isso ocorre? De acordo com o climatologista, Rodolfo Bonafim, do Canal Geoastrodicas, a situação ocorreu devido ao material utilizado como panela. “O autor do vídeo utilizou um recipiente que é de alumínio, um metal condutor de calor, o que ajudou no processo”. O climatologista explica que não é qualquer local onde o experimento pode ser feito, pois diversas variáveis podem influenciar no calor do recipiente que fritará o ovo. Para ocorrer essa situação é necessário que os termômetros estejam acima dos 40ºC e, para fritar o ovo, a temperatura deve estar entre os 60ºC e 70ºC. Onda de calor A forte onda de calor que atingiu a Baixada Santista nos últimos dias é a responsável por esse fenômeno. As elevadas temperaturas causadas pelo aquecimento adiabático trouxeram um vento noroeste que fez os termômetros do litoral de São Paulo subirem cerca de 8ºC. Conhecida também como compressão adiabática, ela trouxe à região um vento quente e seco, atraído por um ciclone extratropical vindo da região sul do Brasil. “O vídeo foi gravado durante os dias desse fenômeno, o que facilitou o processo de fritura, já que as temperaturas estavam muito altas”, informou o climatologista.