[[legacy_image_325110]] A virada de ano não tem sido nada fácil para o freelancer Wilker de Paula Guimarães, de 31 anos. No dia 28 de dezembro, ele acordou com dores após ter sido picado por uma aranha marrom dentro de casa, em Praia Grande. Mas, ao buscar atendimento médico, afirma ter sido negligenciado. Só depois de procurar auxílio em outra unidade de saúde, descobriu que já era tarde. Terá de amputar o dedo devido à demora no socorro. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Sem emprego fixo, Wilker trabalhava como garçom e enfrenta dificuldades financeiras. Com o atual problema de saúde, precisou se afastar das suas atividades e, agora, não sabe o que fazer para pagar as contas que se acumulam. Por isso, abriu uma vaquinha virtual para arrecadar fundos para lidar com as despesas de casa e dos remédios. (Veja como ajudar no fim da reportagem) O freelancer divide o aluguel de um apartamento com um amigo no segundo andar de um condomínio no bairro Vila Caiçara, em Praia Grande. Segundo ele, várias aranhas do tipo marrom já apareceram no imóvel. Com dores e preocupado, às 9h do dia 28 de dezembro, foi procurar socorro na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Samambaia, mas recebeu apenas medicamentos para dor e antibactericidas. Não suportando a dor, voltou à unidade às 19h, mas, apesar de ter sido atendido por outro médico, o tratamento pouco mudou, conta. “Ele me receitou antibiótico, dipirona e ibuprofeno, mesmo tendo falado da picada da aranha. Eu pedi uma pomada, pois estava com muita dor e sensação de queimadura, mas o médico disse que sentir dor seria normal e que não poderia fazer nada contra isso”, relembra, indignado. Diante da situação, voltou para casa e passou a noite com dor e a mão mergulhada em um balde de água. Como o dedo não melhorou, Wilker tentou outro atendimento médico no Pronto Socorro Central. Ele foi atendido por uma enfermeira, que, inclusive, questionou se ele não tinha procurado um médico antes. “Ela fez todo o procedimento de notificação, o médico me receitou um soro e, em seguida, me mandaram para o Pronto Socorro Quietude, que é referência em soro para aracnídeos. No mesmo dia, meu dedo ficou roxo, pois já tinham se passado 24 horas da picada”, conta. Depois, Wilker voltou a ser transferido, dessa vez para o Hospital Irmã Dulce, onde chegou a passar a noite na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No local, foi atendido por um cirurgião vascular, que disse que o dedo estava em estado de necrose e, mesmo tomando os medicamentos, iria precisar amputá-lo. Desde então, Wilker continua internado e segue o tratamento para que o braço não seja comprometido também. Até o momento, a cirurgia de amputação não foi marcada, pois é aguardada a delimitação da necrose. Em fotos enviadas pelo freelancer, é possível ver a evolução do caso (Veja abaixo) [[legacy_image_325111]] MunicípioA Prefeitura de Praia Grande informou, por meio da Secretaria de Saúde Pública (Sesap), que o paciente foi vítima de ferimento por picada de aranha, evoluindo com necrose de pododáctilo esquerdo, o qual não tem relação com a realização do soro no início do quadro. A pasta ainda afirma que o paciente está internado aos cuidados de ortopedia, aguardando a amputação do dedo afetado. Por fim, a Sesap observou que vai apurar o caso. A reportagem de A Tribuna também entrou em contato com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), responsável pelo Hospital Irmã Dulce, para obter mais informações sobre o quadro de saúde de Wilker, mas, até a publicação da matéria, não obteve retorno. DedetizaçãoWilker conta que, em dezembro, a administradora do condomínio realizou a dedetização da área comum do prédio e acredita que, por isso, as aranhas fugiram para os apartamentos. Ele chegou a falar com o proprietário do imóvel, que se prontificou a acionar a administração do local. “Meu receio é agora, com a alta temporada, pois muitos apartamentos ficam fechados, trazendo perigo para as crianças, turistas e outros moradores. Não sei como essa aranha venenosa apareceu dentro do meu apartamento. Não desejo que ninguém passe por isso que eu passei”, comenta. A Tribuna entrou em contato com a administração do condomínio e questionou sobre o caso, mas, até o momento, não obteve retorno. Sem empregoAgora, o freelancer conta com a ajuda da mãe, que veio de São Paulo. Como Wilker não tinha emprego fixo e continua internado, ele está sem recursos financeiros para arcar com as despesas de casa que não param de chegar. Para tentar levantar algum valor, criou uma vaquinha virtual, que pode ser acessada clicando neste link. A meta é arrecadar cerca de R\$ 10 mil, para custear o aluguel e o tratamento pós-operatório. “Jamais imaginaria que uma aranha tão pequena pudesse me causar tantos problemas. Agora, eu só espero que tudo isso termine”, finaliza.