[[legacy_image_328108]] Aranhas marrons continuam aparecendo no apartamento do freelancer Wilker de Paula Guimarães, de 31 anos. Ele foi picado por uma no dedo indicador da mão direita, dentro do imóvelonde mora na Vila Caiçara, em Praia Grande. Por conta de complicações no ferimento, Wilker teve o membro amputado no último sábado (13). Depois de 18 dias internado, ele voltou para a casa e disse que encontrou novamente os aracnídeos. Por conta disso, o freelancer afirma que pretende entrar com um processo contra a administradora do condomínio do prédio e contra a Prefeitura, por negligência médica. (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Wilker conta que, em dezembro, a administradora do condomínio realizou a dedetização da área comum do prédio e acredita que, por isso, as aranhas fugiram para os apartamentos. O freelancer foi picado no dia 28 do mesmo mês. Ele conta que chegou a falar com o proprietário do imóvel, que se prontificou a acionar a administração do local. A mãe de Wilker veio de São Paulo para ajudar na situação do filho. Ela chegou a comprar veneno para aranhas e colocou no apartamento. Mesmo com a medida e limpando o local todos os dias, ele conta que as aranhas seguiram aparecendo. “Quando cheguei do hospital, fui ao banheiro e encontrei uma aranha. Encontramos mais duas na cozinha também”, conta. De acordo com o freelancer, o proprietário do apartamento chegou a conversar com a administradora do condomínio, mas também não recebeu retorno. Ele teria pedido para ser realizada uma reunião com os moradores do prédio, mas foi informado que nenhum deles soube do problema com as aranhas. “Eu realmente vou conversar com os advogados e vou ver todo o processo que eu consigo fazer. Não quero que ninguém passe pelo que eu passei. Para mim, não informar sobre o problema foi uma falta de respeito. O proprietário entrou em contato com eles para solicitar uma reunião extraordinária, e eles não deram retorno algum. E ontem (terça, dia 16), ele entrou em contato de novo solicitando um posicionamento, mas não retornaram nenhum dos e-mails novamente. Trataram como se não fosse nada”, conta Wilker. Diante da situação, ele relata que vai contratar advogados para acionar a administradora de condomínios na Justiça. O mesmo será feito contra a Prefeitura de Praia Grande, por conta da negligência médica que sofreu nas unidades de saúde do Município como a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Samambaia e Pronto Socorro Central. “Eu vou tentar entrar com todas as providências possíveis contra eles, não por questões de dinheiro, mas por questão de respeito, por ter me sentido negligenciado por eles. Agora eu só estou tendo que me adaptar a vida que agora vai ser um pouco mais diferente do que era”, finaliza. A reportagem de A Tribuna entrou em contato com a Benê Administradora de Condomínios para tentar esclarecer a situação e pedir um posicionamento. No entanto, até o momento, a empresa não retornou. [[legacy_image_328109]] AmputaçãoWilker teve o dedo amputado no último sábado (13), após ficar 18 dias internado no Hospital Irmã Dulce em Praia Grande. A cirurgia foi necessária, pois o ferimento no dedo que foi picado se agravou, segundo ele, por conta da demora no atendimento médico. Logo no primeiro dia após ser picado, ele havia procurado a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Samambaia e Pronto Socorro Central, mas alega ter tido o caso negligenciado pela equipe médica. Somente quando foi ao Pronto Socorro de Quietude, recebeu o soro para a picada de aranha e, posteriormente foi internado no Hospital Irmã Dulce. A Prefeitura de Praia Grande informou, por meio da Secretaria de Saúde Pública (Sesap), que o paciente foi vítima de ferimento por picada de aranha, evoluindo com necrose de pododáctilo esquerdo, o qual não tem relação com a realização do soro no início do quadro. A pasta afirma que vai apurar o caso.