Caso aconteceu na última quarta-feira (20), no Pronto Socorro Central(Prefeitura de Praia Grande) Um homem em situação de rua foi ao Pronto Socorro (PS) Central de Praia Grande para receber atendimento e acabou sendo levado embora e deixado na lateral de uma adega na Avenida Guilhermina. Segundo relatos enviados à reportagem de A Tribuna, ele foi deixado no local por seguranças do PS. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Uma equipe da Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb) da prefeitura, durante a Operação Apollo, que aborda pessoas em situação de rua e orienta sobre o abrigo da cidade, encontrou o homem em estado crítico e doente, na última quinta-feira (21), por volta das 10 horas. A equipe acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu), que o levou de volta ao PS. A Guarda Civil Municipal (GCM), que também faz parte da Operação Apollo, fez o acompanhamento para ver se havia algum prontuário dele. Segundo uma fonte, que preferiu não ser identificada, a GCM constatou que o homem esteve no mesmo hospital no dia anterior, quarta-feira (20), e que por ordem de alguém, mandaram ele embora. "O PS Central tem um atendimento péssimo há um bom tempo, mas essa situação é revoltante. Largaram um morador de rua para morrer. Uma médica estava em prantos dentro do hospital com medo de acabar sendo penalizada e presa. Há imagens de monitoramento dos seguranças levando-o até o local e deixando ele sem atendimento", comentou a testemunha. Após liberarem os funcionários da Sesurb, a GCM registrou um boletim de ocorrência, não criminal, no 1° Distrito Policial de Praia Grande. As imagens do Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe), foram analisadas para a veracidade dos fatos, porém, não liberadas. O homem em situação de rua foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), devido à gravidade de seus ferimentos. A reportagem de A Tribuna entrou em contato com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), responsável pela administração do PS Central, e com a Prefeitura de Praia Grande, em busca de maiores esclarecimentos sobre o caso, mas não obteve resposta até a data de publicação desta matéria.