[[legacy_image_278204]] O grupo de 128 refugiados do Afeganistão, entre eles 35 crianças, que está no Sindicato dos Químicos, no bairro Solemar, em Praia Grande desde a noite desta sexta-feira (30), deve permanecer no Município pelos próximos 30 dias. O prazo ainda pode ser estendida. Os refugiados fazem parte de um grupo que estava acampado há 21 dias no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Para receber os refugiados, uma força-tarefa foi realizada por 15 funcionários do Sindicato, alguns deles estavam de férias. Na manhã deste sábado (1º), a movimentação no local já era intensa. A todo momento, chegam marmitas e materiais de higiene. O Bom Prato de Santos confeccionou as refeições do final de semana. Ainda de manhã, agentes da Organização das Nações Unidas (ONU) foram até a colônia para fazer um levantamento e cadastramento de todos os refugiados. As famílias estão sendo vacinadas contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral), poliomielite e covid-19. ImpasseDepois de um impasse e a realização de reuniões em busca de um acordo, os refugiados foram recebidos em Praia Grande. No final da tarde de sexta-feira (30), a Prefeitura de Praia Grande havia informado que, entre outros motivos, não haveria como receber os afegãos por não ter sido consultada pelo Governo Federal sobre o envio dos refugiados ao Município e que a colônia de férias no Solemar estava sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Em nota, a Administração diz que não se opõe em colaborar com questões humanitárias e se solidariza com a situação dos imigrantes afegãos, que estavam jogados no aeroporto sem condições mínimas de higiene e saúde, desde que, qualquer ação não traga nenhum tipo de risco à saúde dos moradores da Cidade. Além disso, pelo menos 25 refugiados foram diagnosticados com sarna. Mas, segundo autoridades, eles foram medicados e não há risco de que os outros sejam atingidos pelo parasita. Em entrevista para a TV Tribuna, o assessor da Secretaria Nacional de Justiça, Rodrigo Portela, afirmou que é uma questão emergencial. "Estamos vivendo uma crise sanitária e num contexto desse, alguns percalços acontecem, mas, tudo já foi devidamente resolvido. A gente está vivendo essa crise humanitária há quase um ano. Ainda que transitório, é um dia vitória, de acolhimento e de garantia dos direitos humanos". Histórico De acordo com Agência Brasil, desde 2021, quando os radicais do Talibã assumiram o poder no Afeganistão, milhões de afegãos têm deixado o país para fugir de um regime que viola seus direitos. O Brasil passou a ser destino de parte deles quando foi publicada uma portaria interministerial, em setembro de 2021, autorizando o visto temporário e a residência por razões humanitárias. O grupo tem contado com o apoio de voluntários e da prefeitura de Guarulhos, que tem contribuído com alimentos e buscado encontrar vagas em abrigos municipais.