[[legacy_image_275771]] Um homem ainda não identificado tem aplicado golpes em moradores de Praia Grande. Segundo algumas vítimas ouvidas por A Tribuna, o golpista se apresenta nas residências como um motoboy e diz entregar um presente da empresa O Boticário. Após cobrar o pagamento de uma taxa, que deve ser feito via cartão, o homem supostamente clona os cartões das vítimas e rouba o dinheiro das contas delas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Uma pessoa que preferiu não se identificar disse que o homem tentou aplicar o golpe em sua avó. A idosa, que atendeu o suposto entregador, ouviu dele que seu marido havia comprado um presente para ela, e que só seria necessário realizar o pagamento da taxa de entrega através da máquina de cartão, no valor de R\$ 4,80. “Ela tentou passar o cartão e não deu certo. Ela continuou tentando, passou três cartões e não foi [concluído o pagamento] ”, relata. A pessoa ouvida pela Reportagem ainda explica que o golpista tinha conhecimento de dados pessoais: “Ele falou o nome inteiro do meu avô e até o CPF. Por isso que ela [a avó] acreditou que se tratava de um presente”, diz. Por sorte, a família percebeu logo em seguida que se tratava de um golpe e, rapidamente, conseguiu fazer o bloqueio dos cartões, evitando qualquer prejuízo. Prejuízo grandeQuem não teve a mesma sorte foi Feliphe Barros de Andrade, morador da Vila Mirim. Ele conta que teve um prejuízo de cerca de 15 mil reais após sofrer o mesmo golpe, que teria ocorrido na tarde do dia 9 deste mês. Assim como no caso anterior, ele afirma que o homem também tinha conhecimento de seus dados pessoais. “Ele parou na porta da minha casa e disse que tinha um presente do Boticário pra mim. Falou meu nome completo e disse que era enviado pela empresa em que trabalho”, relata. Feliphe, que foi pai recentemente e está de licença do trabalho, disse ter acreditado que se tratava, de fato, de um presente da empresa. Após essa conversa inicial, o golpista seguiu as mesmas ações descritas no caso anterior. “Ele disse que eu tinha que pagar apenas R\$ 4,50, referente ao frete”, conta Feliphe. Após algumas tentativas frustradas de passar o cartão na máquina, o golpista, então, afirmou que a própria empresa pagaria o frete, e foi embora em seguida. De acordo com o morador da Vila Mirim, a partida do falso motoboy teria sido apressada, o que levantou suspeitas. “ A gente achou estranho”, diz. Depois disso, ele conta que foi conferir suas movimentações bancárias pelo celular e se assustou. “Já havia sido passado R\$ 9999,99 em nome de uma tabacaria, e mais R\$ 5.000”, diz, e que as operações envolvendo esses valores já haviam sido aprovadas. Ele ainda relatou que os bandidos tentaram movimentar mais R\$ 4.000. No entanto, nessa hora o cartão já havia sido bloqueado por ele. Agora, Feliphe está em contato com a operadora do cartão para tentar recuperar o prejuízo. BoticárioEm nota, o Boticário lamentou o ocorrido e informou que não realiza esse tipo de ação.“O Boticário não realiza esse tipo de envio e não executa cobranças extras no momento da entrega de produtos comprados via internet. A marca reforça que os consumidores devem seguir apenas informações que estejam divulgadas nos canais oficiais da marca e que segue à disposição em caso de dúvidas por meio do 0800 041 3011”.