Complexo Hospitalar Irmã Dulce vem passando por impasses administrativos desde o ano passado (Vanessa Rodrigues/AT) Apesar da Prefeitura de Praia Grande ter realizado o repasse integral para a organização social Biogesp (Associação de Gestão e Execução de Serviços Públicos e Sociais) efetuar o pagamento dos profissionais do Complexo Hospitalar Irmã Dulce, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, os salários vêm sendo pagos, mas sem o reajuste previsto no dissídio coletivo. Também há atrasos no pagamento de férias. A entidade questiona os repasses. (Veja mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Esse é mais um capítulo no impasse que atravessa a administração do hospital. Em abril, a Prefeitura abriu um processo administrativo destinado à apuração de irregularidades relacionadas à execução do contrato de gestão do Irmã Dulce. A medida poderá culminar na rescisão unilateral do contrato. Por enquanto, em nota, a Prefeitura afirma ter ido à Justiça para obrigar a gestora a regularizar as obrigações operacionais, assistenciais e financeiras, relativas ao contrato de gestão. O Biogesp assumiu o Irmã Dulce no segundo semestre do ano passado, substituindo a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina). A Reportagem procurou o Biogesp, que não se manifestou até o fechamento desta edição. Problemas no hospital Um funcionário, que não quis se identificar por receio de retaliações, citou que faltam trabalhadores no hospital, devido à alta demanda no número de pacientes – o que sobrecarrega toda a equipe. Outro problema é da manutenção do Irmã Dulce. Segundo o funcionário, não há cadeiras de rodas suficientes, algumas macas estão quebradas e há leitos improvisados, com falta de isolamento. Esse funcionário confirma que o dissídio não foi pago. Sem greve O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde também descartou a realização de uma possível greve, como chegou a circular nas redes sociais, no início da semana. Informou que qualquer paralisação precisa, obrigatoriamente, ser debatida e deliberada em assembleia com os trabalhadores, conforme determina a legislação. Outro lado Na noite desta quarta-feira (10), um dia após ser procurado pela Reportagem, o Biogesp informou para A Tribuna que "a entidade jamais se recusou a efetuar o pagamento do reajuste salarial. Ao contrário, desde o momento em que tomou conhecimento dos valores necessários para a implementação do dissídio coletivo, formalizou junto ao Município de Praia Grande os pedidos de repasse financeiro correspondentes, uma vez que os recursos necessários para custear tal obrigação dependem de complementação contratual e do respectivo aporte pela Administração Pública. Portanto, a controvérsia existente não decorre de eventual retenção de valores pela BIOGESP, mas sim da ausência do repasse integral dos recursos necessários para viabilizar o pagamento retroativo aos colaboradores".