Houve ato diante do Paço Municipal ontem pela manhã e à tarde. Cerca de 1,5 mil servidores aderiram (Leandro Guedes/TV Tribuna) A greve dos servidores públicos de Praia Grande pode ter desfecho nesta terça-feira (25). Às 14 horas, após convocação do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP), haverá audiência de conciliação, por videoconferência, entre representantes da Prefeitura, do Sindicato dos Trabalhadores Municipais e do Ministério Público Estadual (MPSP). Antes, haverá um ato de servidores na Câmara, marcado para as 8 horas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O advogado do sindicato, Sérgio Boscayno, afirma que a Prefeitura analisará da proposta da categoria. Entre as principais demandas, estão reajuste salarial de 14,37%, incluindo perdas salariais, auxílio-alimentação de R\$ 1,4 mil e auxílio refeição de R\$ 1.210,00. Também se cobram melhorias na assistência médica e políticas contra assédio moral. Outro ponto são a falta de material escolar nos colégios e problemas de climatização das salas, diz o sindicato. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Adriano Pixoxó, reiterou que a Prefeitura deveria ter pago reajuste mínimo de 7% aos servidores, tendo como base o aumento do salário mínimo. O Município reforçou que a revisão geral dos salários dos servidores sempre foi na mesma data e continua a respeitar o prazo — seria o mês de abril, como mencionou. Segundo dia útil O primeiro dia útil da greve foi na última sexta-feira. Ontem, ocorreu ato diante do Paço Municipal pela manhã e à tarde. Cerca de 1,5 mil servidores aderiram à greve ontem, pouco mais de 10% dos 13.410 trabalhadores ativos da Prefeitura. O Município informou que o maior impacto da paralisação se deu, novamente, na área da educação. Houve escolas das quais alunos de tempo integral foram dispensados por falta de profissionais, em especial na cozinha. A funcionária pública Annecristie de Lima tem três filhos que foram dispensados ontem: dois no colégio Rubens Costa de Lara e um no João Batista Resine Alves, ambos no Balneário Esmeralda. A Prefeitura obteve liminar do TJ-SP para que pelo menos 70% dos servidores continuem trabalhando durante a greve, especialmente em serviços essenciais como os de saúde, educação, trânsito e segurança.