Idosa está internada no Irmã Dulce, em Praia Grande (Vanessa Rodrigues/AT) O estado de saúde da dona de casa Elizandra Helene Almeida de Souza, de 66 anos, é a grande preocupação da filha, a assistente administrativa Ana Carolina Almeida, de 40 anos. Internada na UTI do Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, ela está com quadro de septicemia, após idas e vindas do hospital. Tudo por conta de, segundo a parente, um erro de procedimento da médica responsável pela paciente, que a teria dado alta médica sem cilindro de oxigênio, agravando um quadro já bem complicado. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! "Minha mãe está morrendo aos poucos no hospital e não quero deixar isso impune. Vou ao Conselho Regional de Medicina (CRM) denunciá-la", relata Ana Carolina. “Ela está à base de noradrenalina (atua sobre o sistema cardiovascular, auxiliando na modulação da pressão), com choque séptico e infecção, tentando reverter na UTI”, descreve. Segundo ela, a saúde de dona Elizandra começou a apresentar problemas no dia 23 de março. Ela deu entrada no PS Central da Praia Grande, com quadro de infecção de urina, que foi para a corrente sanguínea e virou septicemia. "Minha mãe ficou lá e, depois, foi transferida para o Irmã Dulce, onde conseguiram, inicialmente, reverter o quadro, permitindo que fosse para um quarto". “Minha mãe ficou 25 dias, até que descobriram o nome da bactéria. Ela estava sendo assistida por um médico, que conseguiu sanar essa infecção nela. Só que a bactéria foi para o pulmão. Ela é uma ex-tabagista e, até então, precisava de cilindro para ter alta do hospital”, relembra Ana Carolina que alegou, naquele momento não poder alugar o equipamento, fazendo com que a internação seguisse por mais alguns dias. “Ele falou que eu teria o tempo necessário, mas, aqui no hospital, ela vai precisar de cilindro. Uma semana depois, mudou o médico. Aí a coisa começou a complicar”. Queixa De acordo com a filha da paciente, inicialmente, a profissional teria dito que “minha mãe iria precisar de cilindro” e que não poderia dar alta a ela sem o aparato para auxiliar na respiração. No entanto, no dia 11 de maio, os fisioterapeutas do hospital a teriam deixado sem cilindro na cama, iniciando um processo de “desmame”. “Dias depois, a médica veio falar com minha tia, que estava acompanhando minha mãe, que não seria necessário cilindro e que iria dar alta para ela. Só que minha mãe não comia no hospital. Ficou dois meses sem conseguir se alimentar direito”, reclama Ana Carolina. O último exame de sangue, segundo ela, foi feito nessa ocasião. Porém, no último dia 22, foi dada alta hospitalar para dona Elizandra, sem o acompanhamento do cilindro de oxigênio. “‘Falaram para mim que ela estava com ‘frescura’ (sic e que “(...)ao sair do ambiente de hospital, ela vai comer”. Pois demorou pouco para a aposentada voltar a se sentir mal. “No dia seguinte, minha mãe acordou com diarreia, vomitando, passando mal. Foi chamado o Samu e nisso, foi detectado que minha mãe estava com septicemia novamente. A infecção voltou”, aponta. Outro lado A Reportagem de A Tribuna tentou entrar em contato com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), que administra o Hospital Irmã Dulce, mas não obteve resposta até a publicação dessa reportagem.