[[legacy_image_277015]] A família de um ajudante geral que morreu após cair de um prédio em obras na Vila Caiçara, em Praia Grande, acusa a construtora responsável por negligência. O caso ocorreu na última quarta-feira (21). O trabalhador foi encaminhado para o Hospital Irmã Dulce, onde foi registrada a morte encefálica. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo Grazieli Santiago, de 23 anos, o pai, Emerson Santiago Santos, tinha 43 anos e estava trabalhando quando caiu de um prédio em construção, na Rua José Carlos Pacce. Ela cita uma série de informações divergentes que foram passadas à família.“Quando minha avó me ligou para contar sobre o ocorrido, tinham informado para ela que ele havia caído do 11º andar. Quando eu vim para cá (ela mora no interior de São Paulo), me informaram que ele teria caído do 17º, mas, no boletim de ocorrência consta 15º”, explica. Ela diz ainda que algumas testemunhas passam informações divergentes “A gente pergunta ‘o que ele estava fazendo lá em cima? Como foi que ele caiu?’. O pessoal fala que não viu ele subindo; também falam que ele estava exercendo uma função que não era dele, mas também falam que ele foi ajudar alguém…”, conta, reclamando da falta de transparência sobre o que realmente ocorreu. Segundo Grazieli, Emerson estaria trabalhando na construtora há, pelo menos, dois anos. Mas, além disso, ele teria passado um período de trabalho irregular. “Ele foi registrado, depois foi mandado embora, depois chamaram ele novamente e ele trabalhou sem registro por um período. Fazia apenas um mês que ele tinha sido registrado novamente”, conta. Grazieli também conta que a construtora arcou com todas as despesas do sepultamento e que dois representantes foram até o velório. Mas, apesar disso, desde o ocorrido não consegue falar com ninguém da empresa. “Estou tentando entrar em contato com eles desde quinta-feira (22). Mandei mensagem e eles apenas visualizaram”. Segundo a filha, o pai não tinha treinamento e era muito humilde. "Todo mundo que trabalhava na obra diz que ele era o primeiro a chegar e o último a sair, porque ele gostava do que fazia”, ressalta Grazieli, que acredita que o acidente poderia ter sido evitado. ConstrutoraEm nota, o engenheiro responsável pela Construtora Ferreira e Villiotti, diz que a empresa sente muito pelo ocorrido e que está dando todo o apoio para a família. “Continuaremos a dar todo suporte jurídico e financeiro. Podemos garantir que todos equipamentos de segurança são fornecidos, e uma investigação interna foi aberta para apurar as causas do acidente”, declara.