[[legacy_image_281455]] A família de uma menina de um ano e quatro meses procura respostas após ela ter sofrido uma luxação no braço direito. De acordo com Sérgio Ricardo, avó da criança, a lesão teria ocorrido durante o período de aula, na escola particular Celestin Freinet, unidade II, no Guilhermina, em Praia Grande, na última terça-feira (11). Sérgio ainda conta que a escola notificou a mãe no final da tarde de terça, alegando que a criança estaria com dor de ouvido. Entretanto, ao chegar no local, a mulher percebeu que havia algo errado. Ao levar a menina ao hospital, foi constatado que não havia nada em seu ouvido. Entretanto, a pediatra encaminhou a criança para um exame de raios-x que alegou que ela havia sofrido uma luxação no braço direito. A mãe, uma mulher de 25 anos, relatou em Boletim de Ocorrência, que o ortopedista que atendeu o caso informou que provavelmente alguém teria puxado o braço da criança, ocasionando a lesão. No dia seguinte, Sérgio foi até a escola para saber o que teria acontecido com a neta e solicitou a verificação das câmeras de segurança. “A responsável falou que a câmera do berçário (onde a neta fica) era a única que não estava funcionando. Comecei a achar estranho”, conta. Ele também diz que nenhuma das professoras alegou ter acontecido algo, como uma queda, por exemplo. O avô também disse que, na quarta-feira (12), o advogado da escola o acusou de ter ‘invadido o local’. “Ele disse que quem deveria ter ido até a escola era a mãe da criança. Mas, a minha filha não estava em condições. Ele também disse que a escola estava encerrando o contrato e que ‘não queria mais a criança lá’. Fiquei indignado”. Sérgio também conta que o advogado falou que a família precisaria de provas, caso contrário não responderia. Segundo o avô, essa não seria a primeira vez que a mãe foi acionada pela escola alegando que a criança estava com dor de ouvido. Na última quinta-feira (6), o mesmo teria acontecido, entretanto, ao pegar a menina, os familiares perceberam que ela tinha um machucado na perna. A família registrou boletim de ocorrência no 2º Distrito Policial de Praia Grande. Os exames foram encaminhados para o Instituto Médico Legal, (IML) para apurar as causas da luxação. [[legacy_image_281456]] PosicionamentoEm nota, a escola Celestin Freinet diz que, de fato, a criança ficou chorosa no fim da tarde de terça e, por esse motivo, tentou contato com a mãe que foi buscá-la logo em seguida. A unidade de ensino também diz que no dia seguinte foi surpreendida pelo avô da criança, que alegava o deslocamento no cotovelo. De acordo com o informado à Reportagem, imediatamente, a direção recorreu às imagens gravadas pelo sistema de monitoramento por câmeras, não tendo sido observada nenhuma queda, empurrão ou mesmo expressão de dor da criança, o que poderia ter indicado o incidente. A escola também diz que, assim como a família, foi surpreendida e lamenta o incidente com a criança e que isso pode acontecer em qualquer local, apesar dos cuidados que são tomados e do monitoramento ativo e constante. “Adotamos o ensino humanizado em seu projeto pedagógico, e não será diferente neste momento, em que nos solidarizamos com a aluna desejando pronta recuperação para que possa voltar a brincar e se divertir”, concluiu.