[[legacy_youtube_5DzKNjvhv9Y]] A pandemia de coronavírus alterou a maneira de vida de todos. O ‘efeito cascata’, iniciado no fechamento temporário das universidades da Baixada Santista causou uma mudança radical nas finanças dos empresários do transporte privado. A equipe de ATribuna.com.br conversou com profissionais do ramo, que moram na cidade de Praia Grande, e coletou relatos impactantes. Confira a videorreportagem acima. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em entrevista com José Gonçalves Júnior, que é um dos proprietários e motoristas da “Ética Transportes”, o desespero causado pela paralisação universitária ficou evidente. Ele contou sobre a realidade momentânea vivenciada em sua companhia de transporte privado: “O nosso ‘carro-chefe’ era o transporte universitário. No meu caso, já fazia isso há 20 anos. Com essa pandemia, ficamos ‘a ver navios’, pois não somos os escolares, que recebem auxílio do município, somos uma empresa”, explica Gonçalves. “Estamos desde março sem ganhar nada e em uma situação desesperadora”. Gonçalves também fez uma ‘comparação’ do período atual com o ‘pré-pandemia’. “Vou ser sincero, a nossa vida era tranquila. Um dos meus sócios tem quatro vans, que são carros caros, acima de 200 mil reais. Em um único ano, ele comprou três. Ou seja, o negócio estava indo ‘de vento em popa’, tínhamos muitos serviço. Mas, de repente, acabou tudo”, diz. A previsão de Gonçalves não é muito otimista devido ao cenário vivido no Brasil por conta da pandemia. “Caso não volte agora, a tendência é perdermos os carros que conseguimos comprar”, desabafa. “Está difícil, estamos de mãos atadas. Os parques aquáticos, shows e eventos [que fazíamos o transporte de pessoas] acabaram. A última coisa que vai voltar a funcionar [na sua normalidade], são as escolas e, especificamente, as universidades”. [[legacy_image_63993]] Por sua vez, Paulo Alexandre dos Santos, proprietário e um dos motoristas da “Long Beach”, tem o próprio relato sobre as dificuldades geradas pela pandemia. “Impactou o transporte universitário e também o turismo. Usávamos as ‘vans’ para transportar as pessoas para outras cidades, parques, casamentos, entre outros. Mas, agora, parou tudo. Hoje, estou trabalhando para uma empresa, mas tive que vender ‘vans’ para pagar as minhas contas”, diz. “Neste ano, não tem previsão de volta, então vamos ver como vai ficar o nosso segmento, se o Governo vai ajudar em alguma coisa… Afinal, os impostos não deixamos de pagar”. Embora o impacto seja grande para os negócios, Santos tem uma visão particular sobre o momento do país: “Estamos confiantes que essa vacina vai trazer um suporte para a humanidade e, em 2022, voltaremos ao normal. Essa pandemia trouxe coisas ruins e boas, deixou as pessoas mais unidas e vimos que o dinheiro não é tudo. Começamos a ver a vida de uma outra forma”. E sobre a mudança de vida, Santos disse que já tem outros planos para o seu futuro” “Talvez eu continue no transporte, mas de cargas, não apenas no transporte de pessoas”. [[legacy_image_63994]] A equipe de ATribuna.com.br entrou em contato com a Prefeitura de Praia Grande para identificar as medidas da cidade em relação aos empresários do ramo. Confira, abaixo, na íntegra, a nota emitida: A Prefeitura de Praia Grande ressalta que segue tomando medidas para reduzir o impacto para os setores da economia local que estão sendo afetados devido os desdobramentos da pandemia da covid-19. Ao longo desta pandemia a Administração Municipal vem adotando duas linhas de atuação: salvar o máximo de vidas possíveis e também manter o funcionamento dos comércios. Por conta do trabalho preventivo desenvolvido na Cidade e também da estrutura da Saúde existentes para o enfrentamento da covid-19, em determinado momento o Município adotou diretrizes próprios não acatando a faixa do Plano São Paulo e mantendo os comércios abertos. Infelizmente, com a atual escalada de casos e internações no Município se faz necessário atender a ‘fase emergencial’ do Plano, com a liberação momentânea apenas do funcionamento de serviços essenciais. A Prefeitura solicita ainda o apoio e a colaboração da população nesta fase tão delicada e importante de enfrentamento da pandemia. Cada um deve fazer a sua parte, usando máscara, álcool em gel e praticando o distanciamento social e saindo de casa apenas para ações essenciais. Ações A Prefeitura de Praia Grande está adotando novas medidas para amenizar os impactos da pandemia. A Cidade anunciou, no último dia 12, que mais de 8 mil famílias residentes na Cidade receberão o auxílio de cestas básicas pelos próximos dois meses. A medida beneficiará pessoas que estão em vulnerabilidade social e ainda profissionais de alguns setores da economia. Outra ação que será detalhada em um novo decreto municipal que deverá ser publicado em breve diz respeito as taxas cobradas pela Prefeitura para liberação de atuação de determinadas atividades. Serão prorrogados até dezembro de 2021 os pagamentos dos alvarás de permissionários e também do comércio em geral. Nos últimos meses, alguns setores receberam através de recursos próprios da Prefeitura de Praia Grande um auxílio financeiro como, por exemplo, os transportadores escolares. Esses profissionais contaram com três parcelas de auxílio no valor de R\$ 1.500.