Serviço de mensagem ficou fora do ar para escritório por mais de dois meses (Reprodução/Pixabay) Em um mundo corporativo cada vez mais competitivo, um prestador de serviço ficar incomunicável por algumas horas já traria preocupação. Agora, imagine mais de 2 meses sem o WhatsApp?. É algo que flerta com prejuízos – e aconteceu com um escritório de advocacia em Praia Grande. Resultado disso: uma multa de R\$ 15 mil para a empresa Chatbot Maker Tecnologia da Informação S.A., responsável pelo sistema Suri, contratada como uma forma de melhorar sua eficiência na comunicação via WhatsApp, com uso da versão WhatsApp Business API. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na decisão proferida pelo juiz João Walter Cotrim Machado, da 4ª Vara Cível de Praia Grande, o magistrado alega que “(...) Verifica-se, assim, que houve dano moral ao requerente, pessoa jurídica, com nexo de causalidade e com culpa da corré Chatbot Maker, a pautar o dever de indenizar, na medida em que o serviço suspenso pela requerida é de suma importância para o exercício da atividade empregada pela parte autora - relacionamento com clientes e agendamento de consultas e reuniões – cujo contato de maneira direta, rápida e eficiente com o consumidor se mostra vital. Sem a pronta resposta às solicitações dos clientes porque o serviço foi suspenso/interrompido, a imagem da autora restou concretamente abalada”. Calvário Ao longo de 69 dias, o escritório ficou impedido de se comunicar pelo aplicativo de mensagens. Essa suspensão prolongada, que ultrapassou dois meses, deixou o escritório em uma situação delicada, impedindo-o de responder aos clientes, marcar reuniões e lidar com questões urgentes. “O problema teve início em 19 de maio de 2023, quando o escritório optou por adotar o sistema. O que se esperava ser uma melhoria, acabou se tornando uma dor de cabeça constante, com falhas recorrentes. Diante disso, em 28 de julho de 2023, o escritório decidiu cancelar os serviços prestados”, narra o advogado Thyago Garcia. O serviço foi interrompido no dia 1º de agosto, e um pedido de tutela antecipada para a reativação do serviço foi deferido no dia 11 daquele mês. No entanto, o WhatsApp só começou a operar novamente em 8 de outubro. Para Garcia, a decisão judicial mostra a importância do cumprimento dos contratos de prestação de serviços. “A decisão judicial não apenas repara os danos sofridos, mas também reforça a responsabilidade das empresas prestadoras de serviços em cumprir suas obrigações contratuais e atender adequadamente seus clientes, sob pena de responderem pelos prejuízos causados”, argumenta o advogado. Outro lado A Reportagem de A Tribuna tentou entrar em contato com o escritório Ricardo Maia Advogados, que representa a empresa Chatbot Maker Tecnologia da Informação S.A., mas não houve resposta até a publicação deste texto.