O movimento começou cedo neste domingo, com eleitores fazendo fila para votar (Jennyfer Lima/AT) Na EE Prof. Sylvia de Mello, na Avenida dos Trabalhadores, 4.279, na Vila Antártica, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, o movimento começou cedo neste domingo, dia de eleição. Antes mesmo da abertura dos portões, eleitores já aguardavam para votar. Com 6.125 eleitores, a escola é o local que tem mais eleitores na Cidade. O primeiro da fila foi o pedreiro Marcelo Severino Pereira, de 62 anos. Ele chegou por volta das 6 horas e disse que preferiu antecipar o compromisso para poder ir embora mais cedo. “É obrigação do cidadão”, afirmou. Marcelo também espera que o processo eleitoral contribua para o País. “Que essas eleições ajudem o Brasil”, disse. Marcelo Severino: “Que essas eleições ajudem o Brasil”; Ana Caroline já trabalhava desde as 7h30 (Jennyfer Lima/AT) Comércio aberto Enquanto os eleitores chegavam, o comércio no entorno da escola também começou a funcionar. A estudante Ana Caroline Aparecida Alves de Souza, de 17 anos, trabalhava desde as 7h30 em uma barraca de pastel e caldo de cana instalada ao lado da unidade. A expectativa era de aumento nas vendas por conta do movimento provocado pelas eleições. Apesar de ainda não votar, Ana acompanhava a movimentação e deixou um recado aos eleitores: “Que as pessoas votem com consciência”. Gabriel vota pela primeira vez e reclamou dos santinhos espalhados: “É poluição” (Jennyfer Lima/AT) Primeira vez Aos 18 anos, o estudante Gabriel Gomes vota pela primeira vez neste domingo, na EE Prof. Sylvia de Mello. Às 7h48, já havia fila dos dois lados do portão da escola. Para Gabriel, a primeira experiência nas urnas representa uma sensação de dever cumprido. “É uma responsabilidade com o país”, afirmou. O interesse pela política, segundo ele, não começou agora. Desde os 12 anos, Gabriel tem o desejo de se tornar político para ajudar o País. Ao terminar o ensino médio, pretende cursar Administração Pública para se preparar para o futuro. Na chegada à escola, ele também reparou na quantidade de santinhos espalhados pelo chão. Para Gabriel, a prática deveria ser repensada. “É poluição”, disse. Na opinião dele, deveriam existir outras formas de fazer campanha eleitoral. A funcionária pública Paula Aparecida dos Santos, de 50 anos, atuou como fiscal de apoio durante a votação e avaliou a abertura como tranquila. “A abertura foi tranquila e tudo indica que vai permanecer assim”, afirmou. Segundo ela, também não houve problemas com as urnas. Entre os eleitores, o aposentado Rildo Barbosa, de 64 anos, também relatou uma votação tranquila. Segundo ele, o único contratempo percebido foi relacionado à identificação pela biometria. “O único problema é a digital às vezes, mas, fora isso, tudo bem”, contou. Para Rildo, a expectativa para o futuro está ligada principalmente à segurança. “Eu temo pela segurança dos meus netos”, afirmou. Ele espera que o País consiga avançar nessa área.