(Vanessa Rodrigues/AT) Alberto Pereira Mourão tem 70 anos, é bacharel em Direito e deputado federal. O candidato busca ser eleito prefeito de Praia Grande pela quinta vez. Ela já ocupou o cargo entre 1993 e 1996, 2001 a 2008 e entre 2013 e 2020. Também já foi vice-prefeito entre 1989 e 1992 e vereador, exercendo mandato entre 1983 e 1988. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Por que o sr. quer ser prefeito de Praia Grande novamente? Acho que, no Executivo, você consegue entregar mais, além de conseguir enxergar o que você está fazendo. Além disso, posso continuar o trabalho que comecei no primeiro mandato e consolidá-lo. Quais seus planos para a mobilidade urbana? Um dos trabalhos que a gente pretende continuar e precisa acelerar é na questão da mobilidade, com a qual o governador (Tarcísio de Freitas, do Republicanos) já se comprometeu. Levar o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) a Praia Grande é um trabalho de dez anos, que agora está sendo feito em São Vicente. Isso facilita que, passando pela Ponte dos Barreiros, chegue ao Sítio do Campo e, depois, em paralelo à Via Expressa Sul, à região extrema da Cidade, fazendo com que aproximadamente 2 milhões de passageiros, entre ida e vinda, deixem de usar o sistema de ônibus, melhorando o trânsito de toda a região. E para a saúde? Pretendemos construir novas unidades de saúde, além de ampliar algumas já existentes. É preciso ampliar a unidade de especialidades, que é a questão da saúde da mulher. Um novo prédio, que vai dobrar o tamanho do complexo, será construído. Além disso, vamos aumentar em 80% a hemodiálise, através de repasses do Governo Federal. Pretendemos aumentar os leitos do hospital para evitar a internação no pronto-socorro, retomar os convênios para tirar o gargalo de espera dos exames de alta complexidade. Queremos criar também a central de distribuição de remédios, entregando os medicamentos na casa do morador. Que medidas serão adotadas em relação à segurança pública? A Guarda Civil Municipal tem que trabalhar em conjunto com as polícias Militar e Civil. Não podemos ficar com viaturas estacionadas, porque aí estaremos subutilizando, no mínimo, oito homens. Também instalaremos 2 mil câmeras onde há mais incidência de crimes. Vamos substituir 20 mil lâmpadas LED, que aumentam a claridade, e fiscalizar estabelecimentos que trabalham com sucata para combater a receptação. E em relação à habitação? Quero construir 4 mil casas nos próximos quatro anos. É possível cumprir essa meta tranquilamente, estimulando o setor privado reduzindo tarifas e isentando do ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis - Intervivos) o comprador. Além disso, queremos estimular a construção em algumas áreas da Cidade. E em relação à educação? Tivemos uma nota boa no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), mas precisamos melhorá-la. Queremos entender quais são as matérias em que os alunos precisam de reforço e quais colégios mais baixaram a nota. Vamos priorizar um segundo tempo de mais duas horas de reforço. Vamos tentar entender as causas da evasão e da retenção, que muitas vezes são provocadas por bullying, que pretendemos enfrentar. Também vamos dialogar com os governos Estadual e Federal para trazer uma escola técnica e ampliar as Etecs e Fatecs de Praia Grande. Como pretende fomentar a geração de emprego e renda? Para o próximo ano, teremos o início da construção do shopping, que estava acertado antes da pandemia. Com isso, serão gerados pelo menos 3 mil empregos na construção civil. Também vamos incentivar atividades na área do turismo, talvez um novo píer de diversão, que criaria um bom número de empregos. Queremos, também, facilitar a vinda de atividades que possam ocupar a nossa zona empresarial e recepcionar algumas atividades do e-comércio em nível regional. O sr. tem como vice Rodrigão (PSD), ex-atleta olímpico de vôlei. Qual será o olhar para o esporte? Queremos retomar a superescola cultural e poliesportiva. Quando falei de segundo tempo de reforço, você pode ter duas horas de aula de reforço, mas, para ser prazeroso, o aluno tem que fazer uma atividade esportiva ou cultural de que goste nas outras duas horas. Aqueles que tiverem aptidão serão encaminhados pela Secretaria de Esportes, que vai trabalhar com esse aluno para entender se ele tem condição de se profissionalizar como atleta. Nessa terceira etapa, entra a Fundação do Esporte, que tem condição de captar recursos e assim, preparar esses atletas. E para a cultura? Queremos ter uma prática cultural diversificada no ambiente escolar e incentivar muito os festivais, como os de Música Popular Estudantil, de Teatro e o Gospel. No seu plano de governo, o sr. dá destaque a medidas de inclusão. Que medidas pretende tomar? Nos últimos três ou quatro anos, vimos um crescimento no número de pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista. Para auxiliarmos os pais atípicos, precisamos primeiro identificar esse transtorno. Há um volume grande de exames a serem feitos, e nós vamos enfrentar isso contratando esses exames para que possamos dar uma resposta às famílias. Assim, elas poderão buscar a assistência social. A partir dessa informação, pode-se iniciar também a terapia continuada. Como o sr. pretende atuar na questão ambiental? Pretendemos atuar na operação caça-esgoto. Há rede de esgoto na Cidade, mas, se a pessoa não a liga na casa dela, isso acaba descarregando na (rede de) drenagem. Vamos fazer esse levantamento e pedir para as pessoas que a liguem, para proteger a praia e o subsolo. Queremos levar a 35% a porcentagem de lixo reciclado na Cidade. Também faremos um trabalho de conscientização para que as pessoas não joguem entulho em terrenos baldios ou no mangue. Em seu plano de governo, o senhor destaca a questão da defesa animal. O que pretende? Algo que é muito pedido é o pronto-socorro animal. Vamos continuar com o programa de castração em animais. Faremos convênios com unidades de proteção animal para dar suporte. No novo espaço, faremos um abrigo para animais além do pronto-socorro. Que medidas prevê para a população em situação de rua? Faremos um novo abrigo maior, onde ele (o sem-teto) vai ter lugar para morar. A pessoa em situação de rua poderá levar seu animal de estimação, porque na maioria das vezes tem um cachorro. O abrigo também terá espaço para que levem seus carrinhos. Nesse espaço, pretendemos fazer cursos de atualização profissional e vamos criar uma frente de trabalho para oferecer serviço para eles. Também vamos oferecer internação para o tratamento do consumo de drogas. Como pretende gerir as finanças e o Orçamento do Município? Quando falo em priorização, trata-se do atendimento às demandas mais latentes da sociedade. Racionalizar é fazer mais com o mesmo, e não estou falando de cortes de serviços ou servidores, mas de ver onde podemos melhorar as finanças municipais para beneficiar o coletivo. As parcerias são fundamentais para tornar a máquina pública mais ágil e moderna, com minimização de gastos sem comprometer a qualidade dos serviços. Como vai ser o diálogo com outras cidades da região? O problema de uma cidade, muitas vezes, tem origem no município vizinho. É na integração entre as cidades que encontramos as soluções, distantes de egos ou bairrismo, pensando sempre no coletivo, no cidadão metropolitano, que transita em diversas cidades em um só dia, que utiliza os serviços públicos e privados em todas as cidades. No que depender de mim, teremos um diálogo fortalecido e seremos uma voz importante que vai ecoar nos governos do Estado e Federal.