Prédio foi evacuado em fevereiro após a Defesa Civil constatar danos estruturais em três pilastras (Vanessa Rodrigues/ AT) Moradores do entorno do edifício Giovannina Sarane Galavotti, que foi evacuado após apresentar tremores e sofrer uma inclinação em fevereiro, em Praia Grande, relataram ter ouvido estrondos na manhã deste sábado (1º). Assustadas, as pessoas chegaram a acionar a Defesa Civil do município, que negou ter havido qualquer tipo de ocorrência no prédio. Mas, segundo a administração do residencial, a construtora informou o condomínio de que dois pilares do subsolo romperam. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a administradora Jackeline Ponce Flamino, que é vizinha do prédio, o primeiro estrondo foi sentido por ela por volta das 7h. Entretanto, ela afirma que, como há outras obras nas proximidades, acabou não dando atenção, imaginando que os barulhos vinham dessas construções. Mais tarde, por volta das 9h30, outro estrondo foi sentido. Com o susto, vizinhos chegaram a ir para a rua para tentar entender o que estava acontecendo. “Senti o prédio tremer e saí de casa só com o celular na mão. Desci correndo e aí começaram a aparecer vizinhos. Quem tem carro pegou o veículo e saiu de lá”, conta a moradora. Ela, que não estava em casa quando os tremores de fevereiro aconteceram, diz que conseguiu entender o pânico sentido na época. “Ainda estou nervosa e tremendo. Na terça-feira de Carnaval, eu não estava em casa, mas o pessoal que sentiu disse que foi muito forte o tremor. Posso imaginar o desespero de quem estava dentro do prédio”, completa. A empresária Jussara Soares Gonçalves Martins, por sua vez, reclama porque acredita que falta comunicação com os moradores da região a respeito dos serviços realizados no edifício interditado. “Eles estão fazendo como se nada tivesse acontecido [...], mas a gente está aqui escutando [os estrondos]”, protesta. Em imagens gravadas pela empresária, ela mostra rachaduras na face lateral do edifício. Além disso, ela afirma que algumas pastilhas da fachada continuam caindo. “As pastilhas estão caindo e está rachando mais”, diz ela. Sem ocorrências Em nota, a Prefeitura de Praia Grande afirmou que não houve ocorrência de abalo na estrutura do prédio até o momento. Segundo a Administração Municipal, as obras de recuperação definitiva das estruturas danificadas do edifício Giovannina Sarane Galavotti seguem sendo realizadas. O prédio continua com interdição total. A Prefeitura concluiu dizendo que as obras têm autorização para acontecer e que acompanha o caso. Segundo a JR Construtora, responsável pela construção do edifício, o barulho ouvido pelos vizinhos é decorrente de obras que estão sendo realizadas para o reforço estrutural do prédio, que está estabilizado e seguro, afirma a empresa. “Não há risco para a edificação, muito menos para os moradores da região”, disse a construtora. Conforme a JR, assim que os trabalhos forem concluídos, os moradores poderão retornar para seus apartamentos, com o devido aval do órgãos públicos. Condomínio rebate A administração do condomínio Giovannina Sarane Galavotti, em nota, informou que foi comunicada na manhã deste sábado pela construtora JR de que, durante a execução de trabalhos de reforço estrutural do edifício, houve a ruptura de dois pilares no subsolo. Essas estruturas já estavam sendo preparadas para receber elementos de sustentação e "terão prioridade no dia de hoje (sábado) para conclusão. Já foram feitas medidas de contenção e as autoridades responsáveis notificadas. Todo projeto de reforço foi elaborado e é acompanhado pelo engenheiro civil e professor universitário Hildebrando Pereira dos Santos Júnior. A prioridade é garantir o retorno em segurança dos moradores". Relembre O edifício Giovannina Sarane Galavotti, localizado no número 80 da Avenida Jorge Hagge, foi interditado em 13 de fevereiro em razão de danos estruturais em três pilastras do prédio, considerado de alto padrão. O edifício conta com 23 pavimentos, além do subsolo. Ao todo, são 133 apartamentos distribuídos em 19 andares de moradias. Desde então, o edifício passa por obras de reforço e recuperação das três pilastras do subsolo. Em entrevista dada para A Tribuna em 14 de maio, o síndico Marco Ávila revelou que a expectativa de retorno dos moradores aos apartamentos é para agosto. Contudo, pela Prefeitura, não há estimativa.