O cratera abriu em setembro no jardim da orla de Praia Grande e provocou a queda de um poste de iluminação pública e de um guarda civil municipal (Reprodução/ TV Tribuna) Há mais de 40 dias, os moradores do bairro Vila Caiçara, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, lidam com os transtornos gerados por uma cratera aberta em uma área que costumava ser um jardim na orla da praia. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo os relatos dos moradores à TV Tribuna, a água da chuva que passa pelo canal ficou acumulada por quase 20 dias, transformando o local em um verdadeiro "piscinão" de coloração esverdeada e, posteriormente, roxa. Além disso, a água parada faz com que esse trecho da orla fique com um odor forte. Onde antes havia canteiros ajardinados iguais aos demais trechos da orla, hoje se vêem estruturas à mostra, entulhos e o isolamento que afasta tanto moradores quanto turistas. O problema teve início em 13 de setembro, data em que a cratera abriu. Na ocasião, o buraco provocou a queda de um poste de iluminação pública e de um guarda civil municipal (GCM) após o rompimento de uma adutora da Sabesp, durante chuva. Desde então, o trecho segue isolado pela Sabesp, tendo como única intervenção visível até o momento a drenagem da água acumulada. Posicionamento da Sabesp Em nota, a Sabesp informou que o local permanece isolado de forma preventiva e recebe vistorias periódicas de equipes técnicas. A companhia justificou que as fortes chuvas registradas na última semana de setembro acabaram danificando equipamentos utilizados nos trabalhos de recuperação do trecho. Atualmente, a empresa conduz avaliações estruturais para definir as intervenções necessárias, mas não estipulou um prazo para a conclusão definitiva dos serviços. A Sabesp fez questão de ressaltar que a rede de esgoto não é projetada para receber águas das chuvas, ressaltando que esse fluxo deve ser direcionado às galerias de drenagem urbana.