[[legacy_image_227755]] A Comissão Processante da Câmara de Praia Grande arquivou o processo que analisava denúncias contra o vereador Whelliton Silva (PL) e que poderiam levar à cassação do mandato dele por "quebra de decoro parlamentar, conduta ímproba e abuso". A decisão a favor dele, que é ex-jogador do Santos, foi tomada nesta terça-feira (6). No relatório final do grupo, assinado pelos vereadores Carlos Eduardo Barbosa, o Cadu Barbosa (PTB, presidente da comissão), Hugulino Alves Ribeiro (PSDB, relator) e Rômulo Brasil Rebouças (Pode), foi declarado "improcedente" o conjunto de acusações contra Silva. A comissão foi aberta em setembro, após uma munícipe, Letícia Almeida Holanda de Albuquerque, ter acusado o vereador do PL de estupro, rachadinha (repasse de parte dos salários de assessores a políticos ou outros assessores) e abusos de poder e autoridade. A denunciante declarou que Silva havia prometido empregá-la como assessora parlamentar, com remuneração mensal de R\$ 2,4 mil. Porém, o salário bruto de quem exerce essa função na Casa é de R\$ 12.285,81. Letícia, que afirmou sofrer de problemas psiquiátricos, também alegou que o vereador lhe ofereceu bebida alcoólica e a levou para o apartamento dele, onde teria sido estuprada. Este suposto crime teria ocorrido em abril. Ainda segundo ela, o vereador teria se utilizado de guardas civis municipais para persegui-la. Em outubro, a pedido do Ministério Público Estadual (MP-SP), juiz da 1ª Vara Criminal de Praia Grande, Vinicius de Toledo Piza Peluso, arquivou o inquérito policial que apurava a alegada violência. No mês seguinte, Whelliton Silva impetrou ação judicial por calúnia contra a mulher que o denunciou por abuso sexual. A Comissão Processante da Câmara também concluiu que os outros crimes atribuídos ao vereador não teriam ocorrido. Após ouvir gravação de telefonema feito por Silva à Guarda Civil Municipal, "verificamos que não houve abuso de autoridade por parte do denunciado". Os vereadores do grupo também fizeram constar no relatório que a denúncia de rachadinha foi "ilegítima, visto a falta de provas para tal irregularidade".