[[legacy_image_207357]] A Câmara de Praia Grande decidiu, na sessão da última terça-feira, abrir uma comissão processante para analisar o pedido de cassação contra o vereador Whelliton Silva (PL). O pedido foi protocolado pela munícipe Letícia Almeida Holanda de Albuquerque. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O parlamentar está sendo denunciado por supostas práticas de estupro, "rachadinha" (repasse de parte dos vencimentos de assessores a políticos e/ou outros assessores) e abuso de poder e de autoridade. A defesa do vereador nega todas as acusações e afirma que ele está sendo alvo de uma armação política. O pedido de cassação de Silva será analisado por um grupo formado pelos seguintes integrantes da Casa: Cadu Barbosa (PTB - presidente), Hugulino Alves Ribeiro (PSDB - relator) e Romulo Brasil Rebouças (Pode). Os trabalhos devem ser concluídos em 90 dias, que começaram a ser contados na última terça-feira. Se não houver julgamento ao final desse prazo, o processo será arquivado. A denúnciaA denunciante explicou que Silva havia prometido empregá-la como assessora parlamentar, com a remuneração mensal de R\$ 2,4 mil. Porém, o salário bruto de quem exerce essa função na Casa é de R\$ 12.285,81. “A diferença deveria ser devolvida ao vereador através de saques bancários ou pagamento de boleto”, aponta a denúncia. No pedido protocolado no Legislativo, Letícia, que afirmou sofrer de problemas psiquiátricos, alegou que o vereador a ofereceu bebida alcoólica e a levou para o apartamento dele, onde teria sido estuprada. A denunciante justificou que faz uso de vários medicamentos e não poderia ingerir álcool. Ainda conforme ela, o legislador teria conhecimento dessa situação e, mesmo assim, a fez consumir esse tipo de bebida. Por fim, Letícia citou que o vereador teria se utilizado de guardas civis municipais para persegui-la. Acusações infundadasO advogado de defesa de Silva, Armando de Mattos Júnior, negou que o cliente cometeu estupro. Ele explicou que Letícia estava em uma festa com Silva e com a esposa dele, a ex-parlamentar Janaina Ballaris. Então, a denunciante foi convidada para continuar a conversar no apartamento do casal. “A Letícia acabou dormindo lá por estar passando mal. A prova maior disso é que os filhos do casal estavam em casa. Os problemas de saúde alegados por ela não eram de conhecimento deles”, afirmou. Em relação a prática de rachadinha, o advogado disse que essa alegação é inverídica, pois a denunciante nem chegou a ser nomeada para trabalhar no gabinete do legislador e, portanto, não recebeu salário da Câmara. Mattos Júnior apontou, também, que o parlamentar não tem poder algum sobre a Guarda Civil Municipal ou qualquer outro servidor público municipal. “Essa acusação não tem sentido. Estão usando uma questão política para prejudicar o meu cliente”, frisou. O advogado destacou que protocolou na Câmara o pedido de sobrestamento (suspensão) dos trabalhos da comissão processante até a conclusão do inquérito policial, que tramita na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do Município.