[[legacy_image_21186]] Uma moradora de Praia Grande está se desdobrando para conseguir ajuda para um cachorro em situação de rua. A mulher, que prefere não se identificar, solicita atendimento e uma moradia para um cão que foi atropelado duas vezes em dois dias no bairro Vila Tupi. Segundo ela, o primeiro atropelamento ocorreu no dia 12 de fevereiro. Ela entrou em contato com a Saúde Ambiental (antiga Zoonoses) da cidade para registrar uma solicitação de atendimento ao animal, mas não teve sucesso. Sem condições de abrigar o cão, a munícipe se viu obrigada a deixá-lo na rua. Dois dias depois do primeiro acidente, o cachorro foi atropelado novamente. Dessa vez, o animal ficou com diversas fraturas. Novamente a moradora acionou a Saúde Ambiental e informou a gravidade da situação. Segundo ela, funcionários da empresa alegaram que enviariam uma equipe para resgatar o cachorro, mas isso não aconteceu. [[legacy_image_21187]] Após alguns dias sem resposta, a moradora decidiu entrar em contato com o órgão pela terceira vez. Ela foi informada que a cidade de Praia Grande conta com apenas uma equipe para atender todo o município. Por isso, eles não davam conta da demanda. Com diversas lesões, o cachorro acabou se abrigando em uma casa abandonada do bairro. Por estar assustado e machucado, ele segue agressivo contra qualquer pessoa que tenta uma aproximação. Mas isso não impede que moradora leve água e comida para o cão todos os dias. Com dez dias completos sem atendimento, a mulher teme que o animal não resista aos ferimentos. Em nota, a Divisão de Saúde Animal da Secretaria de Saúde Pública de Praia Grande revelou não ter estrutura para internação de animais; confira na íntegra: A Divisão de Saúde Animal da Secretaria de Saúde Pública de Praia Grande esclarece que o município não dispõe de um hospital veterinário e nem de estrutura para internação de animais. No canil e gatil da unidade que estão superlotados, encontram-se animais que foram recolhidos porque apresentavam, no momento do resgate, risco à saúde pública. Apesar disso, de acordo com os funcionários da unidade, uma pessoa resgatou esse animal e deu o devido tratamento a ele, passando a partir do momento do resgate, a ser responsável pela posse do mesmo. ONGs e pessoas que trabalham na causa animal também foram acionadas dando o suporte necessário. Quanto ao não atendimento da diretora da Unidade, a mesma encontra-se, em boa parte do expediente, na Umasa que, por ser uma unidade móvel, não possui telefone. Porém, a munícipe pode comparecer tanto na Unidade Móvel, quanto na sede da Saúde Animal para conversar com os responsáveis e também para conhecer a estrutura do local.