[[legacy_image_14402]] O projetado Complexo Empresarial Andaraguá, cujas obras esperam por autorização há 11 anos, tende a receber Licença de Instalação (LI) da Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) no próximo semestre, desde que não haja mais pendências. A estimativa é do secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido. Logo depois, o CEO (diretor executivo) do complexo, André Ursini, afirmou que levará os últimos documentos à Cetesb na segunda-feira. Segundo ele, a estatal solicitou esses papéis há dez dias. Quando a LI sair, as obras terão início imediato, declarou ele. Penido esteve quinta-feira (19) em Praia Grande, cidade escolhida para o empreendimento, onde participou da última reunião do ano do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), no Ocian Praia Clube. O Andaraguá é projetado para ser um condomínio logístico, contendo um aeroporto com pista de 1.840 metros, heliponto, hangares e lotes a serem alugados para empresas que movimentam cargas no Porto de Santos e para consumo interno, atuam com logística e têm atividade industrial. O complexo ocupará 3,5 milhões de metros quadrados m² de uma área total com 12 milhões de m². Terá acesso pelo km 289,2 da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega e ficará a 17 quilômetros do Porto de Santos. A iniciativa tem como sócios o Grupo Sonda e André Ursini. Segundo ele, há contrato com um investidor que depositará 20% do valor do projeto logo que a Cetesb emitir a Licença de Instalação. R\$ 1,3 bilhão O empreendimento completo custará R\$ 1,3 bilhão, de acordo com Ursini. A primeira fase consumirá R\$ 750 milhões, devido aos custos necessários para preparar a estrutura básica. Serão erguidos 250 mil m² em galpões e a pista de pouso do aeroporto. O CEO estima que as obras da etapa inicial levarão dois anos e meio e demandarão 3.500 trabalhadores durante a construção. Prontas, poderão representar 2.600 empregos. Posteriormente, em mais quatro fases, serão feitos prédios para hotel, escritórios, área para lojas e outros galpões. André Ursini calcula que as atividades no complexo empresarial cobrirão o investimento em oito anos; os espaços comerciais, em seis; e o aeroporto, em oito anos. “Não há um empreendimento no Brasil que contemple pista de pouso, rodovia e ferrovia próximo ao Porto”, diz, ao afirmar que o tráfego de caminhões na Via Anchieta está próximo do limite. “Isso que estamos com o Brasil há cinco anos em recessão. Imagine se o Brasil voltar a crescer: por onde vão descer os caminhões para o Porto de Santos? Então, a gente tem que trazer as empresas para se instalarem aqui na Baixada”, diz. Documentos O secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, afirma que o licenciamento do Andaraguá "está seguindo o ritmo normal de análise de documentos". Segundo ele, é preciso assegurar que "o licenciamento irá contemplar todas as exigências legais para que o empreendedor, a prefeitura e a população estejam tranquilos com relação à qualidade e o retorno que o empreendimento deve dar". O CEO do Andaraguá, André Ursini, citou que a Cetesb lhe pediu documentos dez dias atrás — são os que levará à companhia na segunda-feira. Consistem em certidão de uso e ocupação do solo, indicando que a prefeitura autoriza a construção na área; documento informando que a Prefeitura não se opõe ao licenciamento ambiental do empreendimento pelo Estado; e as matrículas dos imóveis, comprovando a propriedade dos terrenos.