“Nessa idade eu nem quero dinheiro, eu quero poder ajudar as pessoas”, disse o aposentado (Jennyfer Lima/AT) Aos 92 anos, Ady Ramos voltou às urnas neste domingo (4) na EE Prof. Sylvia de Mello, na Avenida dos Trabalhadores, 4.279, na Vila Antártica, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, com uma motivação que, segundo ele, não tem relação com dinheiro. O aposentado, que já se candidatou três vezes a cargos políticos, a última delas em 1996, decidiu continuar participando da vida pública com o desejo de contribuir com o País. “Nessa idade eu nem quero dinheiro, eu quero poder ajudar as pessoas”, afirmou. Ao falar sobre o cenário político brasileiro, Ady disse que nunca viu um presidente receber aprovação unânime. “Eu, com os meus 92 anos, até hoje nunca ouvi alguém elogiar 100% um presidente, mas ele precisa de um Congresso para ajudar”, declarou. Ady chegou à escola e conseguiu votar em cerca de 30 minutos. Ele utiliza bengala por conta de um problema no joelho e avaliou positivamente as condições de acessibilidade do local. Segundo ele, não houve dificuldade para chegar à seção e exercer o direito ao voto.