<div style="clear:both;"> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.456890" attr-version="policy:1.456890:1743699552" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.456890/Projeto Canva (16).jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">O aluno ficou com várias marcas de arranhões nos braços e nas mãos (Arquivo Pessoal)</span></p> <p paraeid="{415f4748-5ac6-4603-84c1-2fdee54c8bc6}{127}" paraid="2038675144" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Um aluno de 12 anos ficou com hematomas e marcas de arranhões nos braços e nas mãos após ser agredido por um colega de sala da mesma idade enquanto voltava para casa, no bairro Quietude, em <a href="https://www.atribuna.com.br/cidades/praia-grande">Praia Grande</a>, na tarde da última segunda-feira (31). O pai do estudante contou para <strong>A Tribuna</strong> que o filho também está sofrendo violência dentro da escola, foi agredido outras vezes e, por conta disso, não está conseguindo estudar, pois está com medo e assustado.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{415f4748-5ac6-4603-84c1-2fdee54c8bc6}{233}" paraid="1320114735" xml:lang="PT-BR"><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9JSFuGehEFvhalgZ1n">Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp!</a></p> <p paraeid="{415f4748-5ac6-4603-84c1-2fdee54c8bc6}{233}" paraid="1320114735" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Ambos são alunos da Escola Estadual (EE) Pedro Paulo Gonçalves Lopes. De acordo com o pai da vítima, que teve a identidade preservada, ele descobriu as agressões ao sair com os filhos para passear com o cachorro, pois viu a mão do menino riscada enquanto segurava a coleira do animal. Devido à violência que tem sofrido, o menino não está conseguindo ir para a escola.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{c6692a86-ecc9-4b91-a792-bdaf356157f5}{254}" paraid="342157258" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">"Ele não quer falar, está em estado de choque. Não dorme, acorda assustado. Quando vai para a escola, começa a engolir seco, sente ânsia de vômito, aí tem que voltar para casa de novo. A gente só conseguiu descobrir que, já há alguns dias, esse garoto está </span>perturbando-o”, relata. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{415f4748-5ac6-4603-84c1-2fdee54c8bc6}{243}" paraid="1569867413" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Segundo o responsável, o colega de sala responsável pelas agressões fica “zoando” o menino constantemente. "Só que meu filho nunca reagiu, ficava quieto. Aí, no outro dia, persistia de novo a situação, até que, quando foi na segunda-feira (31), o garoto começou a tirar sarro de novo. Acho que </span>meu filho perdeu a paciência e acabou reagindo, xingando esse menino. Aí, o garoto falou: ‘Vou te pegar na saída’”.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{c6692a86-ecc9-4b91-a792-bdaf356157f5}{8}" paraid="399438575" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O pai ficou sabendo, através de testemunhas, que esse aluno reuniu cerca de 15 estudantes para cometer a agressão</span> contra seu filho. "Uma testemunha falou que foi um monte de moleques. Bateram nele na esquina da escola e na outra esquina, que é abaixo do canal. Só que meu filho não fala, está em choque, abalado. O psicológico dele está afetado. Você o acorda, ele desperta assustado, agitado. É complicado. Mas o aluno é da sala dele. Esse garoto faz a piada e todos os outros riem. Só que meu filho é mais quieto, ele não gosta desse tipo de brincadeira”, comenta.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{c6692a86-ecc9-4b91-a792-bdaf356157f5}{18}" paraid="815669153" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">De acordo com as informações recebidas pelo pai da vítima, aconteceram duas agressões: uma a cerca de 50 metros da escola e outra um pouco mais longe, cometida pelo mesmo aluno que costuma </span>zoá-lo, pois não ficou satisfeito em agredi-lo apenas uma vez.</p> <p paraeid="{c6692a86-ecc9-4b91-a792-bdaf356157f5}{18}" paraid="815669153" xml:lang="PT-BR">O pai contou que seu filho informou ao professor que estava sendo zoado antes das agressões. Porém, o docente não teria feito nada. Segundo o responsável, a escola não tem se pronunciado, nem tomado nenhuma atitude em relação ao caso.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{c6692a86-ecc9-4b91-a792-bdaf356157f5}{28}" paraid="103845726" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Boletim de ocorrência</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O pai registrou um boletim de ocorrência n</span>a Polícia Civil. O caso aconteceu na Rua Joséfa Alves Siqueira, enquanto o menino saía da escola.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{c6692a86-ecc9-4b91-a792-bdaf356157f5}{43}" paraid="66052902" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Conforme consta no documento, o pai compareceu junto com o filho, dizendo que ele cursa o Ensino Fundamental na Escola Estadual </span>(EE) Pedro Paulo Gonçalves Lopes. Ele informou que a vítima saía da escola e retornava para sua casa, ainda na rua da escola, quando o adolescente o abordou e provocou lesões em ambos os braços. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{c6692a86-ecc9-4b91-a792-bdaf356157f5}{53}" paraid="860543560" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O pai e o filho disseram que, após a agressão, o adolescente fugiu correndo.</span> Eles afirmaram que o agressor cursa o mesmo ano e tem a mesma idade da vítima.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{c6692a86-ecc9-4b91-a792-bdaf356157f5}{68}" paraid="369102944" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O caso foi registrado como ato infracional de lesão corporal no 1° D</span>istrito Policial (DP) de Praia Grande. O pai também foi orientado a levar o filho no Instituto Médico Legal (IML) para fazer exames. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{9b1b0593-9cc7-4400-b844-efd51c52ca4a}{25}" paraid="476864025" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Posicionamento</span></strong><br /> A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informou que os alunos envolvidos e seus responsáveis serão convocados para uma reunião de mediação e um profissional do programa Psicólogo na Escola acompanhará o caso. As denúncias serão apuradas e a equipe regional do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva) está trabalhando junto à escola em um plano pedagógico de convivência.</p> <p paraeid="{9b1b0593-9cc7-4400-b844-efd51c52ca4a}{25}" paraid="476864025" xml:lang="PT-BR">A pasta também acrescentou que Diretoria de Ensino de São Vicente é contra todo e qualquer tipo de violência dentro ou fora da escola e a direção permanece à disposição da comunidade escolar para esclarecimentos.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{1b74783a-2dad-4591-90fd-5764a741b37c}{14}" paraid="449012556" xml:lang="PT-BR"><strong>A Tribuna</strong> tentou contato com a defesa do menino acusado de ser o responsável pelas agressões, mas não obteve sucesso até a publicação desta matéria.</p> </div>