Para profissionais da construção, há procura por empreendimentos de maior estrutura condominial, com possibilidade de projetos mistos, como moradias, escritórios e lojas (Alexsander Ferraz/AT) A construção civil projeta uma Praia Grande ainda maior nos próximos anos. Alguns bairros surgem como possibilidades para investidores, num perfil que atende a classe média alta, com salários de R\$ 15 mil a R\$ 20 mil, especialmente no Canto do Forte, Guilhermina e Tupi. Especialistas consultados por A Tribuna elencam características de compra e elementos que podem formar uma tendência para o setor na cidade no curto e médio prazos. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! “O ticket médio (valor médio de compra dos imóveis) de Praia Grande hoje é a classe média, em ascendência. A gente tem por perfil receber migração das cidades da região, sendo que muita gente do Litoral Sul (Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe) assim como de Cubatão quer migrar para Praia Grande”, afirma o CEO da Credlar Construtora, Sérgio Leal. Para ele, há uma migração silenciosa desde o pós-pandemia. “A pessoa tinha o imóvel de temporada e vinha, mas começou a ter condições, foi reformando e veio para morar. Agora, a família fica aqui e ele sobe (para São Paulo)”. Ele também aponta que os bairros mais promissores, nos próximos anos, serão os que ficam a partir das proximidades da Prefeitura, o Mirim e em direção a Mongaguá. “Tem ainda muito para crescer em terrenos e estrutura, e a demanda comercial está chegando. Vai ser promissor para quem quiser investir, comprar, tanto que o segmento da construção civil já está comprando muitos terrenos e casas por lá para construir, assim como um comprador que adquirir lá, vai ter uma valorização absurda”, afirma. Ele acredita, ainda, que imóveis compactos ganham protagonismo, com tamanhos entre 55 m2 e 70 m2. “O perfil de imóveis hoje, não só Praia Grande, mas o Estado todo, é cada vez mais compacto e eficiente”. Já as casas devem predominar em bairros como Vila Sônia, Tude Bastos, Jardim Quietude, Curva do S e Esmeralda. “A diferença de valor do metro quadrado em relação a Santos caiu de 40% para cerca de 30%”, explica Leal. Todos os públicos Enquanto isso, o arquiteto e urbanista Reinaldo Lozano acredita que, por conta de Praia Grande ser uma cidade jovem, ainda há espaços para todos os públicos. “Com o crescimento organizado e os valores das habitações com preços variados, oferece opções para todos os públicos”, argumenta. Para ele, os imóveis tendem a manter a valorização, inclusive no Canto do Forte e Boqueirão e os mais próximos à praia. “Após a pandemia, houve uma mudança na procura por empreendimentos com maior estrutura condominial e vemos que a maior procura ainda é por dois e três dormitórios”. Ele acredita, ainda, que há espaço para empreendimentos corporativos, mas os que possam unir moradias, escritórios e lojas serão excelentes opções. Infraestrutura torna cidade atraente para investir Enquanto a construção civil planeja seus futuros passos em Praia Grande, a Prefeitura promete investimentos em infraestrutura, tornando novas áreas mais atrativas e capazes de atrair investimentos. É o que afirma o secretário municipal de Projetos Especiais e Estratégicos, Lucas Mourão. Segundo ele, a Prefeitura oferece às construtoras incentivos fiscais, como carência ou isenção de IPTU, ISS, taxa de obras e ITBI na primeira transação em diversos programas. “Isso fortalece o ambiente de negócios, tornando Praia Grande ainda mais atrativa para quem deseja investir e gerar empregos”, afirma Mourão. O secretário diz que o Plano Diretor de Praia Grande já contempla áreas comerciais de porte regional e uso diversificado, abrindo espaço para centros logísticos e atividades de e-commerce e retroportuárias e indústrias não poluentes. Conforme ele, a Lei de Uso e Ocupação do Solo distribui zonas comerciais por todo o território urbano, impulsionando o mercado imobiliário e a construção civil. “Não se trata apenas de obras. Estamos construindo bases sólidas para um desenvolvimento sustentável e duradouro. Ampliamos a malha viária, requalificamos avenidas estruturais, modernizamos a iluminação pública e implantamos equipamentos fundamentais, como escolas, unidades de saúde e áreas de lazer em regiões estratégicas”, afirma “O novo programa de metas, inovação e desenvolvimento a serviço das pessoas nasce da história real de uma cidade que soube se transformar”, diz o secretário de Projetos Especiais e Estratégicos. Idosos José Augusto Viana Neto presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de SP (Creci-SP), reforça a preferência dos idosos por Praia Grande. “A cidade é plana, tem temperatura elevada, bom atendimento médico e infraestrutura adequada, o que atrai aposentados”, explica. Para ele, os imóveis padrão são de 1 e 2 dormitórios, com sala, cozinha e banheiro. O apartamento de um dormitório é o campeão de liquidez, pois atende a solteiros, casais, idosos e veranistas. “Apesar da boa oferta atual (maior que a demanda), a população está crescendo além do previsto, o que deve gerar nova demanda por salas comerciais, consultórios e prédios corporativos em breve”, diz.