[[legacy_image_252052]] A Poupafarma busca dinheiro com instituições financeiras e fornecedores para reabrir suas lojas na próxima semana. A ideia é atingir esse objetivo antes de uma recuperação judicial. O retomada do funcionamento das unidades seria “gradual”. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Apesar de a rede de farmácias não confirmar, dezenas de funcionários foram demitidos. A loja fechou as portas na segunda semana de fevereiro. Até agora, ex-empregados não receberam rescisão, e há relatos de falta de documentos para retirada de saldos do FGTS e entrada no seguro-desemprego por dispensados. O Sindicato dos Práticos de Farmácia de Santos e Região (Sinprafarma) informou ontem aos demitidos que a empresa tem dez dias para pagar verbas rescisórias e entregar a documentação para o saque do FGTS e a habilitação ao seguro-desemprego. O Sinprafarma diz que a Poupafarma não fez esses pagamentos, nem de abonos, e não deu previsão dos depósitos, alegando que se estão calculando as quantias devidas a cada trabalhador e, depois disso, farão o pagamento da “melhor forma possível”. A empresa não comentou a afirmação do sindicato. Com relação aos papéis do FGTS e do seguro-desemprego, a empresa confirmou ao sindicato que os enviaria a partir de ontem. Segundo um ex-funcionário da Poupafarma, Fellipe Freitas Daniel, de 25 anos, há relatos de colegas que também foram demitidos e receberam os documentos por mensagem. Fellipe trabalhava há seis anos e meio em uma loja e atuava como gerente. Ele foi demitido no período de férias. “Sei que ocorreram várias demissões. Começaram no dia 7 de fevereiro, com o pessoal da distribuidora. Depois, lá pelo dia 13, foi o pessoal da matriz. E depois começaram a demitir o das lojas. Só quem fez rescisão indireta que ainda não (foi dispensado)”, diz. O sindicato recomendou que os trabalhadores entrem com ações judiciais individuais contra a empresa. A Poupafarma alega que a holding InvestFarma, que adquiriu a empresa em 2019, foi afetada pela pandemia em 2020 e, em 2021, pela pressão de juros sobre as cadeias de abastecimento e a ruptura de estoques afetaram os pequenos e médios negócios — na contramão do setor farmacêutico em geral, que teve expansão de vendas na pandemia, segundo a empresa. Venda Há planos de uma nova venda da rede. O Fundo SCP Coinvestimento II (gerido pela Stratus, empresa que cuida de capital de instituições) é quem possui a maioria das ações. Segundo a Poupafarma, o processo de venda começou no ano passado. Foi interrompido devido à alta nos juros, mas o negócio poderá ser retomado. Histórico A Poupafarma foi fundada em Santos, em 2007, após o fechamento da rede Iporanga, dos mesmos donos. São 2 mil empregados, segundo a empresa. O Sinprafarma conta 1,4 mil na Baixada Santista. A rede foi adquirida pela Investfarma S/A em 2018. A empresa também é dona da Drogaria Estação e da Drogaria Marcelo (compradas em 2019) e da Farmadelivery (adquirida em 2020).