[[legacy_image_14297]] A construção da ponte entre Santos e Guarujá tem custo estimado de R\$ 2,9 bilhões, avalia a Ecovias – concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Em estudo desde junho do ano passado, o futuro acesso entre as margens esquerda e direita do cais santista depende de definição quanto ao maior prazo de contrato de exploração da malha rodoviária regional. O empreendimento já conta com o aval do Governo do Estado, com obras previstas para serem iniciadas no segundo semestre. Promessa de aliviar o gargalo logístico na movimentação de cargas no Porto de Santos, o traçado foi apresentado por técnicos da empresa em reunião do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), na sexta-feira passada. Trata-se do terceiro projeto de acesso direto entre Santos e Guarujá defendido pelo Palácio dos Bandeirantes – os dois anteriores, túnel submerso e ponte sobre o Estuário, foram descartados. Conforme estudo de demanda da empresa feito no ano passado, o empreendimento deverá atender um tráfego diário médio de 26 mil veículos, entre caminhões e carros de passeio. Este volume utiliza hoje o sistema de travessia de balsas e acessos rodoviários. Segundo a Ecovias, a futura ponte reduzirá “pela metade no tempo médio de viagem e diminuição de gases de estufa”. Em nota, garante que o acesso será a solução para “eliminar um gargalo logístico, assegurando maior fluidez à movimentação e ao escoamento de cargas no Porto de Santos”. A ponte terá cerca de 7,5 quilômetros sobre o canal do Estuário, ligando a Via Anchieta, no Km 64, à Rodovia Cônego Domênico Rangoni, no Km 250 – com início na entrada de Santos e término próximo ao acesso viário da Ilha Barnabé, cerca de 500 metros da praça de pedágio de Guarujá. Com a Artesp De acordo com a Ecovias, o projeto executivo está em fase de avaliação pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A empresa não descarta eventuais alterações no valor e cronograma de obras, conforme o avanço das discussões técnicas. Também por nota, o órgão paulista esclarece que após aprovação dos trabalhos poderá determinar a dilatação da concessão, que se esgotará em 2026. Isso porque o empreendimento não era previsto no contrato de exploração da malha rodoviária firmado com o Estado, na década 1990. Projeto O projeto é similar ao apresentado pela Ecovias em 2009. Na ocasião, o esboço do empreendimento previa uma ponte de 4.580 metros, saindo da Margem Direita da Via Anchieta, passando pelo cais no bairro Saboó (em Santos) e chegando à Rodovia Cônego Domênico Rangoni, pela Ilha Barnabé. Conforme o projeto finalizado do fim do ano passado, o vão principal da ponte terá altura de 85 metros e 325 metros de largura entre os pilares. As medidas são exigências para tornar viável as atividades no aeroporto metropolitano da Baixada Santista (que ficará na Base Aérea, em Vicente de Carvalho) e para não impactar nas operações portuárias. Já a velocidade permitida seria de 80 quilômetros por hora sobre a ponte e de 40 quilômetros por hora nas alças de acesso à estrutura.