[[legacy_image_5551]] Faltando cerca de três meses para o início da próxima Operação Verão, policiais civis de Bertioga a Barra do Turvo ainda não receberam pelos dias a mais trabalhados entre janeiro e março. O valor se refere às Diárias Especiais por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Civil (Dejec). Há funcionários que já processam o governo estadual. O sindicato da categoria teme baixa adesão de policiais na próxima temporada, justamente quando a segurança exige reforço. A Tribuna apurou com funcionários de delegacias que o problema é comum, mas a demora no pagamento está maior. Na última temporada, foram abertas 1.521 vagas em Dejec. Cada trabalhador pode acumular, no máximo, dez jornadas extraordinárias de oito horas cada. O valor por período é de R\$ 212,24, equivalente a oito Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesps). Segundo o presidente do Sindicato da Polícia Civil de Santos e Região (Sinpolsan), Márcio Pino, cerca de 160 profissionais aderiram ao trabalho remunerado durante a folga para cobrir as vagas abertas. Em maio, o sindicato protocolou um requerimento à assessoria técnica do Governo, lembrando o atraso. O pedido, acompanhado pela internet, passou pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado. Porém, diz Pino, “a resposta não dava prazo de pagamento. De acordo com a lei, o dinheiro deveria cair na conta até 60 dias após o plantão. Considerando que as últimas escalas foram em março, o mês de maio era o prazo máximo. Já são, no mínimo, três meses de atraso”. Ainda de acordo com o sindicalista, “o que preocupa mais é que está vindo a próxima Operação Verão. O efetivo já é defasado. E a realidade é que esses trabalhadores que deixaram de passar Natal, Ano Novo e outras datas com a família porque queriam complementar o salário com esse bico oficial. Daí, a pessoa conta com o dinheiro e se prejudica”. O advogado do sindicato, Luiz Guilherme Jacob, está com casos de profissionais que já entraram com ação de cobrança contra o estado. Também são solicitados também honorários e correção monetária pelo atraso. “Isso quem paga somos todos nós”, destaca Jacob. Governo As assessorias de imprensa da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública foram procuradas para comentar a razão do atraso e quando será sanado. Em nota enviada pela SSP, a polícia diz estar “adotando todas as medidas necessárias para a regularização do pagamento da Dejec”.