Defesa da reindustrialização, “radicalização da democracia”, reestatização de empresas consideradas estratégicas e fim do Senado. Foram esses os pontos defendidos pelo candidato do PCB ao Senado por São Paulo, Petter Maahs. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ele participou, na manhã desta terça-feira (29), do projeto Sabatina com os Candidatos, na Associação Comercial de Santos (ACS). É uma iniciativa da instituição em conjunto com Grupo Tribuna, Ordem dos Advogados do Brasil - Subseção Santos (OAB Santos), Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada (Assecob) e Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan). Maahs propôs a criação de um banco estatal voltado especificamente ao financiamento da indústria, que funcionaria, segundo ele, como uma espécie de “míni BNDES” estadual. A proposta seria direcionar crédito para empresas e projetos de desenvolvimento econômico. Ele também defende maior participação do Estado na economia e critica a perda de participação da indústria no PIB brasileiro. Ao falar em “radicaliza-ção da democracia”, diz se referir à participação direta da população nas decisões do Estado por meio de conselhos, sindicatos, associações e outras organizações sociais. Para o candidato, maior participação popular está relacionada ao aumento da transparência e ao combate à corrupção, embora ressalte que isso não eliminaria completamente os problemas do sistema. Maahs também defende a reestatização de empresas de setores como os de energia, água, saneamento, educação e infraestrutura. Para ele, o Estado deveria manter controle sobre essas áreas e utilizar empresas estatais de maneira coordenada para direcionar recursos entre setores da economia. Ele citou como exemplo os Correios. O candidato reconhece que a evolução tecnológica reduziu parte da importância da empresa, mas alega que ela teria papel social ao atender regiões nas quais a iniciativa privada não demonstra interesse econômico. Ainda sobre priva-tizações, Maahs critica o modelo de concessão do futuro túnel Santos-Guarujá. Segundo ele, recursos públicos são usados na construção da infraestrutura, enquanto a operação posterior fica sob responsabilidade privada. Segundo ele, deveria, também ser pública. Fim do Senado Um dos pontos defendidos pelo candidato ao Senado é a extinção da Casa, como sugere o PCB. Maahs explica que o partido considera o Senado uma instituição historicamente conservadora, e afirmou que a existência dele serve para dificultar a aprovação de medidas com forte apoio popular, como o fim da escala de trabalho 6x1. O concorrente propõe um Legislativo com 50% dos representantes eleitos pelo voto popular e 50% por entidades como sindicatos, associações, universidades e movimentos estudantis. Depois, o PCB defenderia uma nova Constituição. Quem é Peter Maahs tem 51 anos. Natural do Rio de Janeiro (RJ), é pedagogo, historiador, educador físico e mestree doutor em Educação. Também foi jogador de futebol e trabalha como diretor de escola pública na rede municipal de ensino de Cubatão.