[[legacy_image_109165]] Neymar, Gabigol, Cristiano Ronaldo, MC Kevin, MC Hariel, MC Ryan e dezenas de outros cantores de funk que fazem sucesso em bailes da periferia e, em geral, têm letras de músicas que retratam a realidade que boa parte dos internos da Fundação Casa também vivem. Esses nomes são alguns dos citados pelos internos ouvidos pelo IPAT quando perguntados quais eram seus ídolos. O atacante da Seleção Brasileira e jogador do Paris Saint-Germain, Neymar, é o mais citado por todos, seguido pela indicação da própria mãe, do pai, e de algumas dezenas de nomes de MCs. “Eles apontam os personagens que fazem parte do dia a dia deles, e não há problema algum nisso. A questão, porém, é que esse universo é muito limitado. É comum encontrar garotos de comunidades carentes que querem ser jogador de futebol mas, em geral, quando eles ampliam o universo, descobrem que há outros caminhos para fazer o que gostam e ganhar dinheiro”, diz a psicóloga e psicoterapeuta de adolescentes Helena Almeida. [[legacy_image_109166]] Poder, dinheiro e 'minas'Sobre a lista de MCs citados pelos meninos - muitos dos quais desconhecidos pela maioria das pessoas - Helena fala da identidade entre eles. “O funk tocado nos bailes e nas festas desses meninos fala de superação, de luta pela sobrevivência, de dinheiro e de conquistar as meninas. É natural que se identifiquem com os funkeiros que, em geral, também vieram das periferias”. “O desafio da sociedade e dos órgãos públicos é oferecer um leque maior de opções, ampliar o horizonte, mostrar a eles que existem outros personagens na vida, dos quais eles também poderão gostar”.