[[legacy_image_16716]] O potencial de consumo da Baixada Santista recuará R\$ 2,139 bilhões este ano em relação a 2018. Trata-se de um valor que deixará de ser direcionado para compras no comércio ou aquisição de serviços, o equivalente ao gasto de uma Itanhaém inteira, segundo a pesquisa IPC Maps 2019, da IPC Marketing. A IPC, que é especializada em índices de potencial de consumo com base em dados oficiais, prevê que os gastos movimentarão R\$ 50 bilhões na região este ano, frente aos R\$ 49,456 bilhões de 2018. Apesar do aumento nominal, a Baixada perde participação no bolo nacional, de 1,11271% em 2018 para 1,06707% agora. O cálculo é feito com base na variação real (descontada a inflação). A perda regional é de R\$ 2,139 bilhões – quase o mesmo que toda a projeção de Itanhaém para 2019, de R\$ 2,556 bilhões. A redução da expectativa de consumo da Baixada é puxada por Santos, que perde R\$ 1,724 bilhão. Em seguida, também recuam São Vicente, com R\$ 941 milhões, Guarujá (R\$ 534 milhões), Bertioga (R\$ 30 milhões) e Cubatão (R\$ 29 milhões). O destaque positivo é Itanhaém, que amplia seu consumo de 2018 para 2019 em R\$ 402 milhões. Também avançam Mongaguá (R\$ 280 milhões), Praia Grande (R\$ 221 milhões) e Peruíbe (R\$ 217 milhões). Segundo o pesquisador do IPC Maps, Marcos Pazzini, por trás desse recuo está o encolhimento da classe B, um fenômeno nacional e característico da estagnação da economia. “Houve um processo de migração social negativa para a base da pirâmide”, afirma Pazzini. Entretanto, no caso de Santos, esse fator tem peso acentuado por haver uma proporção maior de famílias de renda elevada. De acordo com Pazzini, 56.387 santistas pertenciam à classe B no ano passado. Agora, são 50.749. Santos também é prejudicada pelo declínio da população, fazendo a Cidade perder espaço frente às demais do País que têm incremento de habitantes. Queda no ranking De acordo com Pazzini, Santos detinha o 38º potencial de consumo do País em 2018 – agora tem o 43º. No ranking estadual, Santos era a décima no ano passado, passando neste momento para 12ª. Enquanto Santos reduziu sua participação no consumo nacional em 0,037 ponto percentual (de 0,33964% em 2018 para 0,30283% em 2019), Praia Grande avançou 0,005 ponto (de 0,18361% em 2018 para 0,18833% em 2019). Itanhaém expandiu sua participação em 0,008 e Mongaguá, 0,006. Nos recuos, se destacam São Vicente, com 0,02, e Guarujá com 0,01. Economias maiores têm variação mais acentuada tanto para cima como para baixo. No País, gastos das famílias puxam PIB para cima Motor do crescimento da economia nos governos petistas, o consumo das famílias volta a puxar o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, conforme a IPC Maps. A tendência nacional se diferencia da regional. No País, diz a IPC Maps, os gastos aumentarão 2,7% neste ano, em relação a 2018, já descontada a inflação, chegando a R\$ 4,7 trilhões. De acordo com a pesquisa, mesmo reduzida pela estagnação da economia, a classe B, que concentra 20% dos domicílios, é responsável por 38% (R\$ 1,67 trilhão) do consumo nacional. A classe C é maior em domicílios (48% do total), confirmando a percepção do começo da década de que o Brasil não é mais um País de população majoritariamente pobre. Ela responde por 37,5% do consumo – R\$ 1,63 trilhão. O topo da pirâmide, a classe A, é a menos numerosa, com 2,45% das residências, mas 14% do consumo (R\$ 595 bilhões). D e E somam 28,5% das moradias e 10% dos gastos (R\$ 452 bilhões). No campo, o estudo aponta a melhora da renda das famílias rurais. O consumo deu salto de 10% de 2018, com R\$ 304 bilhões, para R\$ 335 bilhões neste ano. A pesquisa indica ainda que o consumo se acelera em cidades médias ou grandes do Interior, como Campinas, Uberlândia (MG) e Joinville (SC), tirando espaço das capitais. A novidade é que Belo Horizonte supera Brasília, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro.