Loja está na Avenida Ana Costa, 434, no Gonzaga, em espaço com estacionamento para clientes, e abre de segunda a sábado, das 10 às 20 horas. WhatsApp: (13) 99615-9199 (Vanessa Rodrigues/AT) Com a aproximação da Páscoa, em 20 de abril, a loja temporária do Lar Mensageiros da Luz é uma das opções para compra de presentes. A entidade espírita kardecista, sem fins lucrativos e fundada há 60 anos, vende chocolates nesta época há 46 anos. O dinheiro arrecadado ajuda a custear um abrigo gratuito com serviço especializado para pessoas com paralisia cerebral e síndromes. A loja está localizada na Avenida Ana Costa, 434, no Gonzaga, em um espaço com estacionamento para clientes, e abre de segunda-feira a sábado, das 10 às 20 horas. Vendas também são feitas pelo WhatsApp (13) 99615-9199. Entre os produtos, estão ovos de chocolate (de até cinco quilos), cestas feitas sob encomenda e garrafas de vinho dentro de um balde de trufas. A expectativa é comercializar 4 mil ovos. Também são vendidos itens de decoração. Quinze voluntárias atuam na loja. Neide Ribeiro ajuda há 20 anos e cuida de cestas e decoração (Vanessa Rodrigues/AT) A ideia de arrecadar dinheiro com a venda de ovos de chocolate surgiu após grande dificuldade financeira. A presidente do Lar Mensageiros da Luz, Edna Daguer, afirma que voluntários procuram fábricas em busca de chocolates, a serem pagos para elas um dia após a Páscoa. "Nunca recebemos nada gratuitamente. Tudo é comprado pelo lar, e o lucro total vai para a manutenção da casa", afirma. O Mensageiros da Luz atende 30 pacientes com paralisia cerebral e síndromes, com idades entre 2 e 60 anos, assistidos 24 horas por uma equipe multidisciplinar de 70 funcionários. A diretoria e o conselho são compostos por voluntários. A despesa mensal do abrigo chega a R\$ 300 mil, custeados com eventos como boteco, feijoada e bazar. "Nossa casa é a única da região metropolitana (da Baixada Santista) que oferece moradia para esse tipo de público", diz Edna. Além dos internos, o abrigo também oferece assistência a famílias vulneráveis. "Muitas vezes, a família não tem condições de oferecer um ambiente digno para a criança, que pode estar em situação de risco, com vícios ou morando em locais insalubres", comenta. Edna Daguer, presidente: “Lucro total vai para manutenção da casa” (Vanessa Rodrigues/AT) HISTÓRIAS Uma das voluntárias, a aposentada Neide Ribeiro, colabora com o lar há 20 anos e é responsável pela montagem das cestas e pela decoração. Segundo ela, o trabalho de preparação para a Páscoa começa um ano antes, em sua casa. "É uma terapia para mim", conta, sobre as cestas. Uma das clientes, Célia Correia Maducato, de 65 anos, comprou 50 ovos de chocolate na quinta-feira, ao lado do marido e a pedido da mãe dela, de 93 anos — que sempre doou ovos de Páscoa e, agora em casa de repouso, mantém a tradição com os colaboradores e internos do residencial onde está. Célia conhece o abrigo e já ajudou em outras campanhas de arrecadação. Para ela, "o maior benefício de doar é para quem doa, não para quem recebe. Você deita à noite e sabe que cumpriu o seu dever como ser humano".