[[legacy_image_263580]] Fundador da Be You Education, empresa que impulsiona startups por intermédio do conhecimento, networking e investimentos, Ricardo Souza traz na entrevista os principais conceitos e dicas para quem deseja empreender neste modelo de negócio que cresce a cada dia no mundo inteiro. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O que é uma startup?E qual a diferença para uma empresa tradicional? O termo surgiu no Sillicon Valley (Vale do Silício), nos Estados Unidos, em que as pessoas empreendiam e criavam escala com isso. A primeira diferença para uma empresa comum é que ela possui escala. Um restaurante tem o fluxo de pessoas, quantidade limitada de pessoas e mesas. A startup, não. Ela pode vender para qualquer lugar do planeta, qualquer tipo de pessoa. Ela também é leve e o mais importante: resolve um problema. As startups estão presentes em quais segmentos? Startup começou com a ideia de inovar fazendo aplicativos. Só que, hoje, digo que o aplicativo é o meio e não o fim. Quando você fala de um IFood, não é ele que faz o negócio em si. O negócio é o restaurante, são os motoboys e a economia financeira por trás. Hoje existem startups para entrega de comida, que inovam na roupa, na saúde, no transporte, na forma como você viaja...Para cada problema, surge uma startup. Quais são os elementos para aquela ideia ser considerada uma startup? Ela tem que ter uma ideia inovadora e um problema real. Não é aquela empresa a qual às pessoas estão acostumadas, que vão ser passadas para os filhos, como um legado. Essa empresa é impulsionada por várias pessoas e investimentos, além de outras colaborando com isso. Uma startup tem que viver em três anos tudo o que ela precisava viver. Depois desse período, ela começa a estabilizar, a tomar conta de mercado, mas ela já criou e inovou. Santos possui o Parque Tecnológico. Qual a importância de espaços assim? A nova economia é colaborativa. Antes, você tinha que fazer tudo sozinho. Hoje, tanto no setor público quanto no privado, existem várias iniciativas para as pessoas, literalmente, ajudarem uma startup a dar certo. Em um Parque como esse você consegue não só uma estação de trabalho, mas também um lugar para fazer reuniões, para prototipar (desenvolver antes) sua ideia, o seu projeto, para fazer a primeira venda, assessoria jurídica e contábil... Esses lugares aceleram demais o crescimento da empresa. Uma empresa considerada consolidada pode também utilizar esse modelo? Vemos empresas faturando bilhões e se dizendo startups. Não tem teto. O clima de startup é sem burocracia, com liberdade e de pessoas contribuindo com outras dentro e fora da empresa. Quanto mais longe a empresa puder levar esse ambiente, mais rápido ela continua crescendo. Sou amante desse modelo de negócio e acredito que esse é o futuro. Ou melhor, o presente. O que é a chamada empresa unicórnio? É uma empresa rara, mas hoje nem tanto. É uma empresa que chega na avaliação de 1 bilhão. Surgem novos unicórnios no Brasil todo ano, que tornam o País destaque muito relevante no cenário mundial. Vemos relatórios de crescimento ano a ano, com as pessoas querendo inovar e tecnologias, caso da inteligência artificial, ajudando. Não há porque ter medo. Os ciclos tecnológicos estão cada vez mais curtos. Há 20 anos, começar um negócio era muito mais complicado. Hoje vemos até adolescentes fazendo isso. Quais segmentos estarão em alta? É difícil apontar. As pessoas, ao criarem uma empresa, têm que olhar qual o problema que desejam resolver. Temas não faltam e há o que cada um consegue fazer. Nós, da Be You Education, temos várias startups que passaram por nosso treinamento e fico maravilhado: de entrega de comida, que fazem caiaques dobráveis, de geração de energia autossustentável, que ensina pessoas a entrarem no mercado de trabalho...É uma gama gigantesca. Qual é o primeiro passo para tirar uma ideia do papel? Buscar conhecimento. Em alguns filmes e séries, criou-se a ideia de que, na garagem de casa, começa-se uma startup de qualquer jeito. Não é bem assim. Você precisa ter conhecimento de marketing, de vendas, de gestão de pessoas, de busca do mercado, de parcerias e de finanças. Assim não vai errar em coisas muito básicas, evitando perda de tempo, dinheiro e paciência. O segundo é: pesquise muito sobre problema. Entreviste o máximo de pessoas com aquele problema que você quer resolver. E a dica máxima é: crie o produto ou serviço para resolver. Vejo muitos que criam startup porque gosta de fazer algo. Mas como vender isso sem entender qual a dor do cliente?