[[legacy_image_336250]] O Papo Tribuna de hoje fala sobre mulheres apaixonadas por viagens e que adoram encarar vários roteiros sozinhas, seja aqui no Brasil ou até mesmo para outros países. Isso mesmo, descobrir lugares diferentes, pessoas e até culturas desacompanhadas. Mas claro, para fazer tudo isso é preciso muita instrução e planejamento para que tudo seja feito em segurança e da melhor forma possível. E quem vai trazer essas dicas preciosas é a Gil Caresia, que é jornalista, turismóloga e faz mestrado em turismo na Universidade de São Paulo (USP). Em seguida, continuamos o assunto com a Giovanna Alba Suppini, que há dez anos trabalha com turismo em uma agência de viagens onde o número de clientes é predominantemente feminino. Gil, você decidiu dar uma virada de chave. Deixou o emprego de funcionária pública concursada em um banco para viver um período sabático. Durante dois anos já viajou sozinha para todos os continentes, conhecendo mais de 100 países. Conta pra gente como foi essa experiência. Eu entrei no Banco do Brasil, aqui na Baixada Santista, com 18 anos de idade. A partir daquele momento até tive a oportunidade de viajar, porque a gente começa a ganhar bem, a ter férias e foi então que começou a nascer uma sementinha de amor pela viagem. Mas demorou muito tempo até eu achar que era possível transformar isso em um negócio ou numa forma de vida. Então, durante muito tempo, eu estava, como a maioria das pessoas, esperando as férias para viajar. E depois de vários anos de carreira eu tinha a oportunidade de tirar uma licença não-remunerada e eu fiz isso. Eu juntei um dinheiro para tentar me manter durante um ano para dar uma volta ao mundo. Passei a economizar e acabei conseguindo ficar dois anos nessa viagem e quando eu voltei já era impossível me prender entre quatro paredes. Qual foi o primeiro país que você viajou e como é foi roteirizar esse ano sabático? Parece até loucura, mas eu confesso que não tinha roteiro. Eu só sabia que ia começar por um lugar onde um amigo me apoiou, porque é aquela coisa, quando você fala que vai largar tudo, a família parece que vai querer te internar. Então eu liguei para um amigo, expliquei que queria largar tudo e ele recomendou que eu começasse pela Inglaterra. E assim foi, só que eu saí do Brasil com apenas cinco lugares que eu gostaria de conhecer, porque eu era uma pessoa toda regrada. Sabia a hora que de acordar, a hora de dormir, onde eu estaria e aí, de repente, falei “eu não quero viver assim nesse período [de viagem]”. Então eu só anotei cinco coisas que eu queria conhecer pelo mundo e o resto foi à revelia. E foi dando muito certo, foi incrível, porque tinha lugares que eu tinha a expectativa de ficar por muito tempo, mas não gostava, ou era muito caro. Também teve lugares que eu nunca imaginava que iria gostar, porque as pessoas falam muito mal, e cheguei lá e me apaixonei. Então foi incrível me permitir tudo isso. Foi realmente uma viagem sem grandes planejamentos e, claro, limitada sempre pelo orçamento. E como foi a troca de experiência ao conhecer outras pessoas, que também, de alguma forma, te ajudaram? E também, quantos países visitou e passaportes precisou fazer para receber tantos carimbos nessas viagens? Eu acabei de tirar outro passaporte na semana passada porque, pela segunda vez, eu fiquei sem páginas. Portanto, tenho três passaportes e é muito bom passar por isso. Bom, até hoje eu conheci 109 países. Entre todos eles, o que eu escolheria para morar, aquele país que te desperta grandes emoções e até diferenças, acho que é a Índia. Foi onde meu coração bateu mais forte, que é inclusive um país que eu fui com baixas expectativas, porque as pessoas falam muito mal. É questão de segurança, cultural, machismo, coisas relacionadas à mulher, religião, principalmente essa questão de assédio às mulheres e, por incrível que pareça, foi um país que eu me identifiquei muito. Pra se ter uma ideia, desses dois anos de viagem eu fiquei quase 8 meses na Índia. E você deve ter passado também muitos perrengues, não só lá, mas em outros países. Quais foram as dificuldades que mais te marcaram? Foram as mais diversas. Perrengues com a língua, porque eu também não era fluente, no transporte, de você pegar uma hospedagem, chegar até lá e não existir. Então foram as mais diversas situações. Mas uma coisa que me surpreendeu é que eu não voltei com nenhum trauma grande. Tive um pequeno furto, assim, passou alguém de moto e roubou uma bolsa minha durante a viagem, mas não tinha nada de grande valor. Quando a gente fala “uma mulher sozinha por dois anos”, durante esse primeiro ano sabático, passei por cerca de 40 países e sem nenhum incidente que eu tenha ido parar numa delegacia ou algo grave. Mas é claro, não dá pra começar por um nível muito difícil, escolhendo um país absolutamente diferente. Eu fui galgando esse degrau, começando pelos mais fáceis até chegar nesses países que realmente parecem ser mais difíceis de conseguir informações. Eu gostaria de saber quais são os locais mais procurados para quem viaja sozinha? No exterior, muita gente começa por Portugal, eu acho que pela facilidade da língua e com essa proximidade familiar que muita gente tem, parente, amigo por lá, e se torna um lugar muito fácil de se começar. Outra coisa é visitar os nossos vizinhos, como a Argentina, em razão do câmbio que estava muito bom, o Chile. Agora, no Brasil, eu vejo que um grande sonho é Rio de Janeiro. O pessoal do Brasil inteiro está correndo para conhecer essa maravilha do mundo que está no Brasil. Sobre lugares para se começar que considero muito seguros, acho que Alter do Chão, no Pará, Jericoacoara, no Ceará, que são vilazinhas, Ilha Grande, que é mais isolado. São lugares onde todo mundo se conhece, então são lugares que eu também recomendaria. Afinal, as pequenas cidades, geralmente, têm menos violência do que as grandes capitais. Qual é o maior desafio para a mulher que viaja sozinha? O desafio maior é uma coisa chamada medo. Só que o medo é muito individual. Porque tem gente que tem medo de ser violentada sexualmente, porque já teve algum histórico, tem mulheres que têm medo de ficar perdida, tem aquelas que vão pro exterior e tem medo de não falar o idioma. Também tem quem não gosta de estar só. Portanto, a palavra medo não é universal para todas as mulheres. A pessoa tem que parar e pensar qual é o medo individual e se respaldar de possibilidades. Por exemplo, tem gente que fala “tenho medo de eu sumir”. Gente, compartilha a localização do seu celular 24 horas com alguém de confiança. “Ah, eu tenho medo da língua”, poxa, é só baixar um aplicativo de idiomas. “Eu tenho medo de me perder”, agora tem uma infinidade de mapas. Quando eu comecei a viajar não tinha nada dessas tecnologias. A gente estava realmente às cegas. Por isso, a tecnologia em si favorece demais. E qual é o país onde você acha que a mulher encontra mais dificuldade numa viagem sozinha? Eu acho que tem uma gama de países, principalmente com culturas diferentes da nossa. Não vou rotular culturas, mas é óbvio que quando se vai para a Europa, sentimos menos impacto do que ir para um país da Ásia, do Oriente Médio, por uma similaridade cultural. Então eu acho que tem uma infinidade, até países, por exemplo, asiáticos que são mais ocidentalizados e outros que são muito menos ocidentalizados, por isso, obviamente, quanto mais parecidos forem com a gente, mais fácil será. Por exemplo, Singapura não é tão diferente. Na China já é mais difícil um pouquinho, até pelas tecnologias serem diferentes. Por lá não tem uma ferramenta igual o Google. Qual a orientação, por exemplo, se você vai para um país que a língua é dificultosa e que, por questões de religião, a mulher enfrenta um certo preconceito? Nesse caso, qual a dica? A dica que eu dou é respeitar a cultura local. Eu não vou bater de frente com culturas de outros países, até porque a gente está indo lá para viver essa cultura. Seria muito ruim você ir para um país querendo que esse país se torne o seu. Eu viajo muito para países árabes e países asiáticos onde a gente tem que realmente tomar um cuidado maior com a roupa. E tem uma dica muito legal, o Governo do Brasil tem um site que chama “Portal Consular” que tem tudo mapeado. Tem até um cantinho chamado “Mulher e Leis”. Se você vai para outro país, nesse portal tem a lei que para nós brasileiros seria uma novidade. Por exemplo, se atravessar fora da faixa você pode ser preso. Então é muito legal esse site do Governo Federal, porque tem todas essas dicas, inclusive para mulheres, dependendo do país. Vou dar um exemplo bem prático, Singapura e Malásia dividem o mesmo espaço físico, a mesma ilha. Em Singapura se anda de shorts, mas a Malásia é um país muçulmano. Eu não tinha prestado a atenção e cheguei de shorts na Malásia e me senti extremamente constrangida. Na primeira oportunidade que tive, entrei no banheiro e coloquei uma calça, porque você está agredindo a cultura local. Então, se informar antes é muito importante. A gente tem que criar simpatia também, aproveitar o que a outra cultura tem de novidade para a gente. Falando em economia, muitas mulheres gostam de viajar sozinhas. Como procurar um roteiro que caiba no bolso? Qual é o segredo e como se planejar? Quando eu falo que viajei o mundo por dois anos as pessoas logo pensam que eu tenho muito dinheiro. Mas não é a verdade. A verdade é que eu abri mão de muito conforto. É preciso entender que conforto e orçamento são coisas que caminham juntas. Quanto mais conforto, mais caro, e quanto menos conforto, mais barato será. Por isso eu digo, a pessoa tem que ver até que ponto está disposta, de repente, a passar a noite em um ônibus para economizar uma noite de hotel e otimizar o tempo. Portanto, é muito difícil achar que você vai ter uma viagem com muito luxo a um preço extremamente acessível, então tem que alinhar. O meu nível de conforto para esses dois anos foi realmente muito pequeno. Eu me utilizei, por exemplo, de plataformas para ser voluntária. Tem uma plataforma que você se cadastra para ser voluntária, por exemplo, num hostel, numa Organização Não Governamental (ONG) e você não paga hospedagem. Muitas vezes você não paga o café da manhã durante aquele período e você fica imerso na cultura local. Eu fiquei numa ONG no Nepal onde aprendi a cozinhar a comida nepalesa, porque morei com nepalis e eu não estava pagando nada pela hospedagem. Agora, se a pessoa faz questão de um pouco mais de conforto, o que também não tem problema nenhum, ela tem que estar disposta a gastar um pouquinho mais. Talvez as vivências não sejam as mesmas, mas eu gosto muito de hostel, acho que é um lugar incrível pra gente interagir. Para quem não conhece, hostel é uma espécie de hotel mais simples que contém quartos coletivos. Alguns deles só para mulheres. Você vai ficar ali dormindo em beliches com cinco mulheres que você não conhece, mas isso vai otimizar muito o seu orçamento. Outra vantagem é que você vai conviver em um ambiente de pessoas que estão viajando sozinhas, geralmente, e isso é muito legal pra conhecer pessoas. Viajar sozinha não quer dizer estar sozinha. Muitas vezes viajo sozinha que é para conhecer gente, não pra ficar sozinha. E tem brasileiro no mundo inteiro, você sempre vai achar um brasileirinho para ser amigo. E o que é preciso para planejar uma viagem sozinha? Depende muito do nível de quanto a pessoa se sente confortável em reservar tudo sozinha. Mas tem infinitas plataformas que ajudam muito, por exemplo, no transporte. Têm plataformas que resumem todos os ônibus que vão daqui para o local, a hospedagem. Agora, tem que ver essa questão do quanto você se sente segura. Se você não se sentir segura, o aconselhado é dar a senha do seu celular, o seu “log” de localização para alguém te monitorar. Tem um monte de possibilidades de segurança, principalmente essas de monitoramento e compartilhamento. Deixe o roteiro com alguém, mas o planejamento de uma viagem como um todo exige esses passos de logísticas que as ferramentas on-line estão facilitando demais. E, por exemplo, "o que visitar em tal lugar?" Gente, faz uma busca na internet sobre os 10 melhores lugares para visitar e pronto. Está muito fácil a gente planejar um roteiro. Gil, você realiza encontros com brasileiros. Você atrai viajantes, mulheres viajantes do Brasil inteiro e muitas empreendedoras para darem dicas nos seus setores. O que você vem coletando de informações das mulheres que acabam usando e aproveitando essas dicas para transformar a sua viagem de uma maneira mais proveitosa? Primeiro, é muito gratificante, porque esse evento nasceu das nossas redes sociais, através de uma necessidade das pessoas se encontrarem pessoalmente e, de repente, se tornou um evento nacional, inclusive reconhecido na agenda da cidade de São Paulo, já premiado pelo Ministério do Turismo, então é muito legal. O meu objetivo foi dar palco à plateia. Eu comecei a ver histórias de mulheres, afinal, a minha história é pequena perto de tantas mulheres incríveis que existem no Brasil e que não tinham espaço para esse compartilhamento. Por isso eu trago essas mulheres para contar histórias. Por exemplo, a primeira brasileira a ir para a estratosfera, uma mulher de 60 anos. Tem também a mulher mais jovem a subir no Monte Everest, ou a única brasileira a viajar para todos os países do mundo. Então a gente traz essas pessoas para compartilhar experiências. E assim você descobre que todas elas são pessoas normais e não super-heroínas. Não são mulheres que você olha e fala, "eu nunca vou ser assim". São mulheres reais, vizinhas, amigas, mães, que compartilham histórias incríveis e que inspiram. E além de inspirar, tem uma parte bem técnica do evento onde as pessoas contam suas experiências, explicam como fizeram, como chegaram, o quanto gastaram. Esse evento se chama Encontro Brasileiro de Mulheres Viajantes e acontece anualmente. [[legacy_image_336251]] Agora vamos falar de turismo com a Giovanna Alba Suppini, que tem dez anos de experiência na área e possui até uma agência de viagem em que o número de clientes é predominantemente composto por mulheres. Giovanna, qual o percentual do público feminino entre os seus clientes? É formado por 90% de mulheres e, em muitas viagens, chega a 100% de mulheres. A gente tem alguns roteiros que são fixos, mas também tem outros roteiros que aparecem de vez em quando. Geralmente elas gostam muito de Portugal, por conta da língua, mas principalmente de viagens pelos Estados Unidos para fazer aquela famosa "comprinha". Profissionalmente você é formada em Engenharia Ambiental, mas a agência, na verdade, é da sua mãe, que há 20 anos está no setor e, nos últimos 10 anos, você também passou a atuar na área. Como tem sido essa experiência e como você tem aplicado essas ideias para as suas clientes? Foi uma mudança bem drástica. Eu venho de uma área totalmente exatas e entrei numa área totalmente diferente, mas eu simplesmente me apaixonei. Trabalhar com viagens é trabalhar com o sonho das pessoas. Você vê aquela pessoa que nunca teve nenhum passaporte, nunca entrou num avião ou se quer tem companhia para viajar e você realiza o sonho dela. Acho que sou muito feliz pelo fato de que eu acompanho as viagens, então eu consigo acompanhar os sonhos sendo realizados. Tem sido uma experiência maravilhosa. A minha mãe fundou a agência há 20 anos e estou com ela há 10. E bola pra frente com muitos anos de viagem. Com toda essa experiência, você e sua mãe passam dicas para que as mulheres viajem de forma mais segura. No ano passado, o Ministério do Turismo, inclusive, lançou uma campanha dizendo: "O turismo respeita essas mulheres". Você acredita que é preciso uma mobilização, não apenas dos governos, mas das instituições, inclusive privadas, para auxiliar a mulher que viaja sozinha? Eu acho muito necessário essa preocupação e essa atuação. Agora, em questão de dicas, quando você foca em algum país do exterior, você tem que ver como é a postura do país que você está indo viajar. Eles têm algumas diferenciações com as mulheres, a cultura, a religião. Essa é a primeira coisa. Se é um país seguro, se você vai sozinha, se vai com alguma amiga, vai viajar em grupo para estar acompanhada é outra questão. Portanto, eu acho que antes de você comprar uma viagem, você tem que fazer esse estudo para entender realmente se está indo para um lugar seguro, porque, por mais que homens e mulheres viajem sozinhos, a mulher sempre tem uma maior cautela. Viajar sozinha tem se tornado uma tendência? Eu acho que as pessoas estão cansadas de ter que esperar alguém para fazer companhia. Muitas pessoas trabalham e só tem um mês para viajar, que é o período das férias, então é um período muito curto para você ficar dependendo de alguém para ter companhia. Por isso, as pessoas acabam viajando sozinhas para não ter que esperar alguém e conseguir curtir as suas férias merecidas. Você falou que muitas viajam em grupos e, por isso, a mulher nunca está sozinha. Mas, mesmo viajando em grupos é preciso também tomar cuidado? O cuidado é necessário em qualquer lugar, desde o país onde você mora, a cidade onde mora, até quando sai da sua própria casa você precisa tomar cuidado. Mas eu acho que o bacana do viajar em grupo é que você está sozinho, mas ao mesmo tempo não está. Então você tem alguma companhia, tem alguém ali com você. Nós sempre estamos preocupados em você não entrar nem mesmo numa loja sozinha para que esteja sempre bem acompanhada. Isso acaba ajudando na segurança. E explica qual a diferença entre viajar sozinha e acompanhada? A diferença de você viajar sozinha é você não ter companhia, mas levando em consideração um grupo, você sempre tem companhia. Agora a questão de você viajar sozinha é você depender 100% de você mesma. Questão de segurança, planejamento, até mesmo qual vai ser o ponto turístico que você vai conhecer, o restaurante. Então tudo isso tem que ser um pouco mais estudado. Se você é uma pessoa que consegue ter esse planejamento, que consegue fazer essa viagem acontecer ou então deixar fluir, tudo bem, a viagem sozinha para você será maravilhosa. Agora, viajar acompanhado eu acho muito mais bacana, porque você sempre tem alguém ali. Até mesmo para tirar aquela foto bacana, para compartilhar uma comida, para fazer uma comprinha juntos, então acho que é muito mais legal. Já que a gente também falou um pouquinho de segurança, a Agência Nacional de Turismo ela publica dicas de segurança, com roteiros mais seguros, o que a viajante deve fazer. A gente teve um caso recente de uma venezuelana, no final do ano passado, que viajava de bicicleta pelo Brasil e foi morta. Isso mobilizou muita gente, como artistas e mulheres viajantes. Queria que você explicasse um pouco sobre essa repercussão e desse algumas dicas. É sempre bom você estar compartilhando a sua viagem. Tem gente que não gosta de mostrar sua viagem, o que está visitando, mas eu sempre incentivo. Às vezes eu até falo que se a pessoa não gosta de compartilhar enquanto está viajando, compartilha depois. Porque assim a gente vai criando um círculo muito mais seguro, incentivando pessoas e incentivando mulheres. Porque a gente não pode ficar com medo e querer ficar em casa o tempo todo e pensando "como será lá fora". A gente precisa compartilhar e ter a segurança de saber para onde está viajando, o que está para acontecer, a cultura do local, então precisamos sempre estar prestando atenção nessas questões. Queria que você contasse um pouco da sua experiência de viajar sozinha. A minha primeira experiencia viajando sozinha foi num intercâmbio no País de Gales e foi muito surpreendente, porque lá tem uma fama de ser um país mais sério, mais frio e muito pelo contrário. Claro que não são tão calorosos como o brasileiro, que já chega abraçando e beijando, mas são muito educados e preocupados. Não passei por nenhum problema de segurança. Eu pegava metrô, trem, ônibus, e foi tudo muito tranquilo. Mas é aquela questão, devemos estar sempre atentos. Mas foi uma experiência maravilhosa que recomendo para todo mundo. Por isso eu aconselho, “não deixe de viajar, porque a vida passa muito rápido e às vezes a gente fica esperando aquele momento certo para fazer a viagem dos sonhos e, muitas vezes acaba não acontecendo”. Então se planeje e também se jogue um pouquinho na vida.O Papo Tribuna de hoje fala sobre mulheres apaixonadas por viagens e que adoram encarar vários roteiros sozinhas, seja aqui no Brasil ou até mesmo para outros países. Isso mesmo, descobrir lugares diferentes, pessoas e até culturas desacompanhadas. Mas claro, para fazer tudo isso é preciso muita instrução e planejamento para que tudo seja feito em segurança e da melhor forma possível. E quem vai trazer essas dicas preciosas é a Gil Caresia, que é jornalista, turismóloga e faz mestrado em turismo na Universidade de São Paulo (USP). Em seguida, continuamos o assunto com a Giovanna Alba Suppini, que há dez anos trabalha com turismo em uma agência de viagens onde o número de clientes é predominantemente feminino. A minha primeira experiencia viajando sozinha foi num intercâmbio no País de Gales e foi muito surpreendente, porque lá tem uma fama de ser um país mais sério, mais frio e muito pelo contrário. Claro que não são tão calorosos como o brasileiro, que já chega abraçando e beijando, mas são muito educados e preocupados. Não passei por nenhum problema de segurança. Eu pegava metrô, trem, ônibus, e foi tudo muito tranquilo. Mas é aquela questão, devemos estar sempre atentos. Mas foi uma experiência maravilhosa que recomendo para todo mundo. Por isso eu aconselho, “não deixe de viajar, porque a vida passa muito rápido e às vezes a gente fica esperando aquele momento certo para fazer a viagem dos sonhos e, muitas vezes acaba não acontecendo”. Então se planeje e também se jogue um pouquinho na vida.