[[legacy_image_257831]] A Tribuna publica, todo domingo, o resumo do que foi debatido no dia anterior, no programa Papo Tribuna, apresentado por Luciana Moledas, na TV Tribuna. A cada semana, os principais assuntos que mexem com a vida da Baixada Santista estarão na mesa, com participação de autoridades e especialistas. Aponte o seu celular para o QR Code no canto direito inferior da página para assistir ao programa. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O diretor-geral da Sodiê Doces, Fabio Araújo, foi o outro convidado do Papo Tribuna. Na entrevista, ele falou sobre os primeiros passos da empresa, em 1996, no Interior de São Paulo, o crescimento e o atual momento da franquia, com unidades até nos Estados Unidos. Como foi o início? A Cleusa (Maria da Silva) abriu a primeira loja na garagem da casa dela, em Salto, iniciando com os bolos. O primeiro nome foi Sensação Doces. O negócio foi prosperando e ela abriu a segunda unidade. A franquia foi iniciada com a marca Sensação, que posteriormente virou Sodiê, união dos nomes do filho da Cleusa, Sofia e Diego. A expansão foi nas cidades próximas, como Sorocaba, Itu, Americana e Indaiatuba, com parentes, amigos e pessoas que acreditavam na qualidade do produto que ela desenvolveu, e foi se expandindo. Até que alguém de São Paulo viu que daria certo em cidades maiores. Demorou muito tempo o trabalho de estruturação e de padronização? Demorou. Foi um processo longo e trabalhoso, mas hoje a gente tem uma estrutura muito grande de pessoas que estão olhando todos os dias as lojas, para garantir que o bolo esteja padronizado, com a mesma qualidade em todas as unidades e sem problemas para o consumidor. A gente não produz em fábrica nem tem produtos congelados. O bolo é feito todos os dias na loja por intermédio desse time de qualidade. E é isso que o consumidor busca? Acho que isso é o principal dentro de uma franquia. O Delícias de Leite é um dos nossos principais bolos. Come-se em São Paulo, na Baixada Santista ou em outros estados do Brasil e entende-se que é o mesmo produto, com a mesma qualidade e padrão. Como chegar a 350 lojas somando Brasil e Estados Unidos? Chegar nessa quantidade mostra que não é só qualidade. Pelo lado do franqueado, traz também uma rentabilidade e a segurança. Muitos pegam o dinheiro da vida e apostam na franquia. A maioria dos nossos franqueados tem mais de sete, oito, nove anos. Isso mostra a saudabilidade financeira da empresa. O passo para os Estados Unidos foi o de buscar novas oportunidades. E está sendo um sucesso. Abrimos no meio da pandemia. As duas lojas vão muito bem e estamos no processo de buscar novas lojas, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Há diferença entre o consumidor brasileiro e o do exterior? Há adaptações? Hoje, os produtos praticamente são os mesmos, mas a gente já pensa em adaptar parte do nosso portfólio para o consumidor americano. Ele gosta de cheesecake, de um bolo um pouco maior, tipo pasta americana, dos donuts...E também temos que trabalhar bem o drive-thru, forma que o americano gosta mais de consumir. Atualmente, grande parte do nosso consumo é do brasileiro e do latino que está nos Estados Unidos. A dona Cleusa ainda participa desse gerenciamento? A Cleusa é superativa. Está com a gente a todo momento, dando ideias, buscando novos produtos, bolos e lançamentos. Ela nos ajuda muito na construção do negócio. A Sodiê lançou um novo modelo de franquia. Como é seu funcionamento? É uma ideia que a gente acabou de lançar em Natal (RN): é o modelo contêiner. A gente veio com o contêiner para trazer bolos em pedaços, lançamos docinhos gourmet, uma carta espetacular de café, com bebidas quentes e frias, para a gente buscar essa experiência e trazer portfólio a mais para esse consumidor. Tenho certeza que será sucesso absoluto e vamos expandir bastante com esse modelo. Sem considerar a redução grande de custos para esses novos franqueados, em torno de 40%.