Papa foi lembrado em missa em sufrágio por sua alma, na tarde desta segunda (21), na Catedral, presidida pelo bispo diocesano, dom Tarcísio Scaramussa (Vanessa Rodrigues/AT) “Como os discípulos, experimentaremos que com Ele a bordo não haverá naufrágio. Porque esta é a força de Deus: transformar em bem tudo o que nos acontece, mesmo as coisas más. Ele traz serenidade às nossas tempestades, porque com Deus a vida nunca morre”. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Essa foi uma das lições deixadas pelo papa Francisco, lembrado em uma missa em sufrágio por sua alma, nesta segunda (21), à tarde, na Catedral, no Centro de Santos, e presidida pelo bispo diocesano, dom Tarcísio Scaramussa. A igreja estava cheia antes mesmo da solenidade. Scaramussa avaliou que a liderança mundial de Francisco se deu por meio de uma comunicação plural que ultrapassava barreiras, promovendo um diálogo ecumênico baseado em respeito, unidade e cooperação. “E dentro da igreja também, sempre convocando à renovação, a novo impulso missionário e um novo dinamismo cheio de iniciativas, alimentando a fé, a vivência e a missão da igreja”, enfatizou. Para o bispo, o futuro papa, ainda que com personalidade própria, “vai dar continuidade (ao trabalho de Francisco). O direcionamento da Igreja é o mesmo. Então, acho que não vai destoar muito. O caminho é este: Igreja missionária, Igreja evangelizadora, Igreja misericordiosa”. Marinalva deseja novo papa no mesmo rumo; Para Fausto (no alto, à direita), Francisco atraiu os afastados; Andrezza (de blusa clara), com a família (Gabriel Fomm/AT) Comunidade: união Há um consenso entre fiéis ouvidos por A Tribuna na Catedral: a ação de Francisco foi transformadora. A santista Marinalva dos Santos Cruz, de 73 anos, disse crer que o próximo pontífice dará continuidade ao caminho traçado pelo antigo papa. Também de Santos, Fausto Araújo da Cruz Junior, de 36 anos, esperava que Francisco melhorasse, devido à aparição que fez na Páscoa. “Ele trouxe pessoas que estavam afastadas da igreja. Depois de tanto tempo, foi para o Oriente Médio e a locais a que nenhum outro papa tinha ido.” Outra residente em Santos, Eneilde Freitas Costa, de 61 anos, classificou Francisco como seu papa preferido. “Ele reuniu todas as religiões. Ele não escolheu cor, nem pobreza, nem nada. Ele abençoou todo mundo.” Acompanhada da família, Andrezza Botafogo de Medeiros Figueiredo, de 10 anos, foi à missa para prestar sua última homenagem ao papa Francisco. Chorou ao saber da morte dele. “Eu me senti muito triste, porque ele era um homem muito bom. Muito legal. O maior ensinamento dele foi o amor, respeitar os pais, os mais velhos, não pecar e amar a Deus.”