[[legacy_image_93872]] O número de microempreendedores individuais (MEIs) disparou nos últimos 16 meses na Baixada Santista. De pouco mais de 109 mil inscritos nas nove cidades da região, em março do ano passado, antes da pandemia do novo coronavírus começar, a Baixada já passou de 143 mil, segundo último levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), realizado no fim de julho deste ano. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Na região, os maiores aumentos no período comparado por A Tribuna foram registrados nas cidades de São Vicente, que teve 37% de crescimento; Cubatão, com 35% de acréscimo, e Praia Grande, com mais 34% de inscritos. Juntas, as três cidades concentram 59.085 microempreededores, o que representa 41% de todos os MEIs da região. A empreendedora Aline Pereira Inácio dos Santos começou o negócio de venda de doces praticamente junto com a pandemia. "Muitas pessoas perderam seus empregos e encontraram no empreendedorismo uma maneira de sobreviver", conta a dona da loja 'O Melhor Cookie da Cidade'. Aline abriu uma loja virtual de cookies em março do ano passado, uma maneira de ganhar renda e não ficar na informalidade. "Minha mãe também é MEI, ela é cabelereira. Então já conhecia o modelo, já sabia como funcionava. Minha intenção era estar regularizada. Pretendo mudar futuramente se o meu negócio expandir, se crescer ao ponto de precisar trocar", conta Aline. Crise econômicaA consultora de negócios do Sebrae, Bianca Bastos Marsaioli, afirma que pandemia é o principal motivo do aumento nesse período. "A pandemia trouxe uma grande crise no mercado. O poder aquisitivo e as oportunidades diminuíram bastante, trazendo um novo cenário para o então empregado que precisou se reinventar", conta Bianca. "O aumento de pessoas desempregadas foi a maior razão do crescimento no número de formalizações como MEI. A facilidade na abertura da empresa, a baixa carga tributária e os benefícios previdenciários tornam essa forma de complementação de renda cada vez mais viável", completa a consultora. A cabelereira Rosana Batista de Novais tem o próprio negócio há 15 anos. Desde o primeiro dia de funcionamento do salão, trabalha como microempreendedora. "Optei pelo MEI mesmo pelas taxas pequenas, mas tenho todas as facilidades como qualquer empresa normal. Não pretendo trocar para outro modelo, até mesmo porque o MEI quase não me gera custo e ainda tenho todos os benefícios", conta. Bianca avalia que, enquanto a crise durar, a tendência é que esse porte de empresa cresça e se fortaleça cada vez mais. [[legacy_image_93873]]