[[legacy_image_199632]] Criar um filho, em qualquer idade, não é uma tarefa fácil. Mas a paternidade após os 40 muda muita coisa na rotina, pois costuma ser uma fase de muito trabalho e foco na carreira, menos tempo livre e, nem sempre, a mesma energia. O consultor de soluções Márcio Pari Fomm tem 50 anos e três filhos: Ana Clara, de 17 anos, Enzo, de 10, e Larissa, de 9. A caçula nasceu quando ele tinha 41 anos. “Aos 40, você já sabe do que a criança precisa, já sabe como fazer para educar, dar bronca, se divertir. Você fica mais maduro, há muita diferença”, analisa. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Fomm comenta que, apesar disso, é uma fase na qual também há menos paciência e se escutam mais brincadeiras do tipo “parece mais avô do que pai”. Ele afirma lidar bem com isso e reagir com bom humor. “Não chega a ser uma crítica, mas fazem brincadeiras do tipo ‘não consegue mais correr com os filhos’ ou ‘só tem brincadeiras de velho’ e, até, ‘não precisa mais dos avós’ porque eu sou o avô em pessoa. Mesmo aos 40 ou 50, como tenho hoje, estamos aprendendo com a vida e com a educação dos filhos”, pensa. Por serem filhos de mães diferentes, Márcio Fomm conta que, quando crianças, sentiram ciúmes, mas foram acostumados a estar sempre juntos. [[legacy_image_199633]] Dos 18 aos 43O motorista aposentado Laércio Ezequiel de Pontes, de 65 anos, tem quatro filhas. A primeira delas nasceu quando ele tinha apenas 18 anos. A caçula, porém, chegou quando ele estava com 43. “Com 18 anos você não pensa muito, está no começo da sua vida. Agora, depois dos 40, foi totalmente diferente, já estávamos estruturados, éramos com mais cabeça. A gente se sentiu mais maduro para criar ela, com mais confiança. Quando ela veio, a caçula tinha mais de 20 anos de idade, imagina”, descreve. Pontes lembra que, quando Vitória – a caçula – nasceu, ele passava por um momento difícil: estava desempregado. A família, porém, se uniu, todos ajudaram a criá-la e as irmãs não sentiram ciúmes da bebê. Hoje aos 22, ela termina a faculdade este ano. “Ela também foi mais paparicada, porque antes eu tinha 18 anos, e a vida era muito corrida. Depois, eu estava quase me aposentando. Então, foi tudo mais fácil, até a faculdade foi mais fácil de pagarmos. Ela também foi muito mimada pelas irmãs, que moravam com a gente até se casarem. Minha família é muito unida, graças a Deus”, celebra.